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Nerdstark entrevista: Felipe Folgosi – AURORA

Estamos iniciando a nossa agenda de entrevistas de 2017 e o primeiro artista desta temporada é o Felipe Folgosi que está promovendo seu novo trabalho AURORA!

Vamos conhecer um pouco mais sobre o projeto deste talentoso artista.

A maioria conhece o Felipe ator mas, desconhece o Felipe diretor, produtor, roteirista, roteirista este inclusive que já ganhou o concurso nacional de dramaturgia, gostaria de saber de onde surgiu essa paixão por roteiro (Era algo que sempre esteve com você ou foi depois de atuar que surgiu algo tipo escrever uma história que você gostaria de ver ou interpretar?)?

Tudo começou junto, cresci lendo quadrinhos e vendo filmes, então na infância já fazia histórias, tanto desenhando como fazendo vídeos caseiros. Depois fui fazer curso de teatro, que acabou me levando a trabalhar como ator, mas continuava colocando as ideias no papel. Fui fazer faculdade de cinema para ter mais conhecimento técnico, mas hoje percebo que o que sempre fiz foi contar histórias, sendo como ator, produtor ou roteirista. O que tenho buscado é cada vez mais contar as histórias que eu quero, da forma que imagino e dividi-las com as pessoas.

Pesquisando sobre você vi que depois que você ganhou o concurso você passou 5 anos sem atuar, você parou para se dedicar a escrita ou só quis dá um tempo na TV (reinventar sua carreira)?

Não, eu ganhei o concurso em 2001 quando estava fazendo uma novela chamada “Vidas Cruzadas” na Record e a peça “Qualquer Gato Vira-Lata Tem uma Vida Sexual Mais Sadia Que a Nossa”. Eu interrompi a carreira porque fui estudar cinema na UCLA em Los Angeles por dois anos, e quando voltei em 2003 já comecei a gravar a novela “Jamais Te Esquecerei” no SBT e retomei a peça Qualquer Gato. O que aconteceu é que a partir daí que realmente comecei a me dedicar mais a escrever roteiros, mas nas horas vagas, sempre em paralelo ao meu trabalho como ator.

Qual foi o processo criativo de Aurora (Fala também um pouco da história do HQ)?

O Aurora nasceu de uma observação de uma ex-namorada que notou que eu tenho muitos sinais no corpo. De brincadeira comecei a juntar os pontos e vi que formavam desenhos geométricos, então tive a ideia de como seria se alguém fosse fazer um exame e descobrissem que ele tem o padrão de uma constelação impressa no corpo. A partir daí comecei a construir uma teoria que tivesse uma lógica para explicar esse fenômeno, por mais fantástica que fosse.

 

Uma coisa que eu achei muito bacana de Aurora, é o embasamento científico, apesar de ser uma história de ficção tem aquele ar de algo que realmente poderia acontecer, isso exigiu muita pesquisa ou você contou com algum tipo de consultoria enquanto escrevia?

Realmente criar todo enredo e um universo crível levou bastante tempo, quase dez anos. Enquanto ia escrevendo outros roteiros que não exigiam tanta pesquisa científica, eu ia escrevendo o Aurora aos poucos, conforme a inspiração vinha e me levava a pesquisar mais que por consequência trazia novas inspirações. Realmente foi muito bacana esse processo, porque pessoalmente acabei aprendendo muito sobre os assuntos que coloquei no quadrinho. Gosto muito de ciência e queria que o leitor tivesse a sensação de verossimilhança através dos dados que coloquei na história, mas não tive consultoria, apenas curiosidade e persistência em passar noites em claro em frente ao computador pesquisando na internet. Claro que tem a inspiração e a intuição de que você está no caminho certo, mas para mim essa é a parte misteriosa do processo, a participação do “Divino”.

 

Pensando no futuro, há alguma chance do HQ ser adaptado para TV ou Cinema?

Chance sempre há, porque o Aurora nasceu como roteiro de cinema. O quadrinho tem servido de fonte para outras mídias a alguns anos com sucesso, então basta só um produtor disposto a realizar o projeto.

Fale um pouco sobre Comunhão.

Comunhão foi o segundo roteiro que escrevi, em 2006. Nasceu da sugestão de um amigo americano que trabalha em Hollywood, para que eu escrevesse um filme de terror por ser um gênero barato de se produzir e com um mercado constante, sendo a porta de entrada de muitos roteiristas por lá. Só que não queria que fosse uma “encomenda” mas que tivesse algo que me interessasse, já que só escrevo o que faz sentido para mim. Acabou sendo um desafio pegar um gênero que não é o meu favorito (curtia mais durante a adolescência) e transformar em algo que tivesse uma conexão pessoal e posso dizer que é um projeto que tenho muito orgulho. Sem dar spoilers, é um thriller de terror sobre uma equipe de corridas de aventura que se perde no meio da selva e tem que lutar muito, mas muito mesmo para sobreviver.

 

E esse seu novo projeto já possui data de lançamento?

Era para ter sido lançado na CCXP de 2016, mas com a pouca experiência que tenho nos quadrinhos já aprendi que prazos são uma das coisas mais complicadas de se estabelecer. O JB Bastos, que é o artista que contratei para o Comunhão teve uma série de problemas pessoais e por isso tivemos que atrasar o lançamento, mas imagino que até o meio do ano vamos conseguir lançar a HQ.

Como tem sido a recepção dos fãs acerca de Aurora e também a expectativa quanto a Comunhão?

Talvez a coisa que mais me incentiva a continuar é receber quase que diariamente mensagens de pessoas que leram o Aurora. Muitas dizem inclusive que se emocionaram lendo, que se surpreenderam com a história e que estão ansiosas para ler o Comunhão. Para mim isso é a melhor recompensa.

Depois que comunhão tiver finalizada podemos esperar mais projetos seus como autor de HQ’s ou você pretende focar em alguma de suas outras profissões?

Eu vou continuar sempre com a carreira de ator, mas cada vez mais quero fazer meus projetos pessoais, seja em quadrinhos ou em outras mídias. Acredito que cada vez mais vou poder contar com o público que gosta das minhas histórias, e quando chegar a hora de por exemplo fazer um financiamento coletivo eles vão estar ao meu lado para me ajudar a realizar novas HQ’s.

Olhando para trás, você Nerd assumido desde criança, qual é a sensação de agora poder dizer que faz parte dessa “história” não apenas como consumidor mas, também como criador?

 

É incrível, a sensação de ter uma obra feita e poder repartir-la com as pessoas é realmente um sonho realizado. Meu desejo é poder continuar dividindo sonhos com todo mundo.

Agradecemos a oportunidade de entrevistá-lo, desejamos muito sucesso nos seus projetos e conte sempre com o nosso site para divulgá-los!

https://www.facebook.com/hqAurora

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