Nerdstark Entrevista: Joe Bennett Nerdstark Entrevista: Joe Bennett
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Hoje o Nerdstark entrevista é um papo com o desenhista Joe Bennett, que está está em Belém do pará divulgando o seu trabalho. Bennett é responsável pelo quadrinhos Esquadrão Amazônia.

O que acreditávamos que seria uma entrevista formal acabou sendo um bate papo bem descontraído juntamente com Alan Yango (co-roterista da revista) isso entre autógrafos, fãs e várias artes desse incrível artista, que estará a partir do dia 22 dando palestras e workshops na cidade de Belém de onde ele é natural.

Joe, o Esquadrão Amazônia já existe a aproximadamente 20 anos?

Eu criei há 20 anos e executei pela primeira vez há 16 anos atrás.


E por que só agora a própria revista?

Primeiro lugar a falta de tempo, não tive tempo de me dedicar, segundo não tinha pensado numa boa historia, aquela primeira história do Esquadrão, não foi bem uma historia, foi uma peça publicitária (para a então operadora de telefonia móvel Amazônia Celular, atual Oi) sob encomenda que eu encaixei os personagens do Esquadrão Amazônia, então eu precisava criar uma história que tivesse sentido, uma história que tivesse uma motivação, qual é a motivação? O que poderia acontecer para que, esses caras que existem nesse Universo se unirem? Por Quê? Quem os uniu?

Ai o tempo passou, essa história acabou vindo na minha cabeça ai o Alan (Yango) chegou comigo, falou para nós tentarmos um site de financiamento coletivo (Catarse) e eu falei beleza vamos lá, nós conseguimos e ai eu sou assim, sou movido a empreitada, se o cara chegar para mim e dizer tá tudo certo tem que começar a fazer.

Faz a história do Dr. Gaspar Vianna ( medico e cientista responsável pela descoberta da cura para a leishmaniose), por Exemplo, que eu fiz há dois anos atrás (Gaspar Vianna – legado de um herói) outra pessoa poderia travar, como eu poderia contar uma história do Dr. Gaspar Vianna?, eu não! Se é uma empreitada e a pessoa me contrata eu vou e faço, a ideia vem e flui, flui bacana, foi o que aconteceu, quando o Alan (Yango) chegou para mim e propôs de nós fazermos o Esquadrão, eu tive uma ideia e conversei com ele nós ajeitamos e depuramos a ideia e ai saiu, então foi rápido.


Então essa é a primeira de duas que foi lançado no ultimo dezembro e a segunda o Alan já havia me falado que sairia no próximo dezembro.

Queríamos que saísse agora em abril, mas vai ser improvável, vamos deixar a data para dezembro e pode até ser que saia antes, mas vamos deixar dezembro como padrão.


E tem alguma ideia, na sua cabeça como funciona esse universo?

Sim, tem na minha cabeça esse universo, já tem um inicio há algumas décadas atrás, passa pelo Esquadrão Amazônia e tem ainda a profusão por todo o mundo, o que acontece com o mundo quando os principais heróis são da Amazônia? O que acontece com esse mundo? Como ele é afetado? A relação política do mundo como ficaria? Já que na Amazônia existem seres tão poderosos assim, então tudo isso eu quero abordar, claro que eu quero começar bem devagar, mas vou contar uma história mais universal.  A numero 1 é uma história mais universal, que qualquer pessoa pode ler e entender, claro que existem história para serem contadas para todos os públicos, mais complexas e tudo isso esta na minha cabeça, o que falta é uma coisa boa chamada dinheiro(risos).


Já que falamos em dinheiro você trabalhou muitos anos para a DC e trabalha ainda para Marvel, e se você recebesse uma proposta de uma grande editora para incorporar o seu universo do Esquadrão Amazônia ao Universo de uma grande editora DC ou Marvel, você aceitaria?

Em primeiro lugar eu acredito que isso jamais aconteceria, se a proposta fosse boa sim não vejo porque não, mas volto a dizer que seria impossível, por questões editoriais, primeiro, eles não vão pegar heróis de ninguém e comprar, a DC até fazia isso a muitos anos atrás, e segundo, acaba se tornando impossível e inviável para eles fazerem isso.


E sobre o projeto que você está realizando aqui, Workshops, palestras, vai até quando?

As Workshops se estendem até maio, mas aqui nesse espaço ficaremos até o dia 30. O Esquadrão Amazônia fica até o final do mês aqui e os Workshop serão quatro finais de semana no auditório do Shopping.


E o que tem planejado para essas Workshops?

Como desenhar quadrinhos, eu vou ensinar perspectivas, narrativas, composição, anatomia, na verdade não é nem ensinar serão os toques básicos para a pessoa ter uma noção de como fazer, dano o inicio do caminho das pedras. Eu pretendo montar um curso aqui em Belém, uma coisa que dure dois anos, estou estudando ainda como fazer isso.


E voltando um pouco mais para seu trabalho, por muitos anos você desenhou o Homem Aranha!

Cinco anos!


Qual sua expectativa para o próximo filme do Homem Aranha, o primeiro em parceria com a Marvel?

A melhor possível, para qualquer filme da Marvel eu sou sempre entusiasta, filmes da DC que eu fico temeroso, nunca espero muita coisa de um filme da DC, infelizmente, mas da Marvel espero sempre muito.


Já que você falou em filmes da DC, a próxima pergunta tem relação com DC. Você trabalhou no preludio de Batman vs Superman, na sua opinião ele mereceu tantas indicações ao Framboesa de Ouro (Premio dos Piores do Ano), como ele foi indicado?

Não, acho que não é um filme razoável, tem muito furo de roteiro, mas razoável, mas meu preludio eu acho melhor que o filme (risos), ele amarra muitos nós entre os dois filmes e meu Batman é mais feroz que o do Bem Affleck (risos) pelo menos isso eu consegui.


De volta ao Esquadrão Amazônia, estamos na expectativa do volume dois, que pode sair a qualquer momento. E após o volume dois o que esperar de Esquadrão Amazônia?

Eu quero fazer uma mini serie de origens, contando a origem de cada personagem, a cada edição um personagem, só que eu não vou privilegiar a ação, vou privilegiar o drama, vou encarar como drama a história de cada um deles, eu vejo uma vida meio sofrida.


Seria algo ao estilo da serie que saiu mais recentemente Antes de Watchmen?

Não vamos ser tão pretensiosos assim (risos) mas é mais ou menos isso, uma coisa mais cinematográfica, mais comportada e imediatamente após essa segunda edição eu já quero fazer essa mini série, de que forma eu vou fazer isso, eu ainda não sei, porque hoje em dia não existem mais editoras que invistam em quadrinhos, fazer quadrinho do próprio bolso é viável, porém não tem onde você vender, a não ser em convenções e a única convenção que realmente é grande no Brasil é uma que é uma vez por ano que é a Experience e agora essa semana começa outra então vão ser duas por ano, e para a venda de gibi vamos supor se você produzir todo mês um gibi serão doze gibis, no Brasil você não tem onde dar vazão a isso. Você acaba vendendo do numero um ao seis na convenção do meio do ano e do sete ao doze na convenção do fim do ano, não tem como você acaba tendo é prejuízo é muito complicado, é meu sonho se o mundo fosse perfeito eu queria viver só fazendo Esquadrão Amazônia e esse Universo que estou criando juntamente com Alan (Yango), mas o mundo não é perfeito então eu vou continuar fazendo Homem Aranha, Super Homem, o Batman, Graças a Deus vou continuar fazendo, e nas horas vagas continuar a fazer minha pequena saga, mas o orgulho que eu tenho de fazer isso é inenarrável e a alegria, eu faço pelo orgulho de ser paraense o amor que eu tenho a uma cidade que ta abandonada, que esta jogada as traças, eu lamento muito o pior vilão que o Esquadrão Amazônia poderia enfrentar, não vem do espaço, não tem super poder, o pior vilão é a incapacidade de gestão dos nossos governantes, é um povo maravilhoso, é um povo acolhedor, o clima é bom e ai o que acontece as pessoas ficam a mercê do governo que infelizmente é incompetente.


Para finalizarmos deixa um recado para quem se interessar pelas Workshops.

Bem é da seguinte forma, serão R$ 250,00, por quatro finais de semana, quatro sábados das 14:00h as 19:00h onde será abordado perspectiva, anatomia, composição os quesitos básicos de como fazer uma história em quadrinhos, começando no sábado dia 22/04 à 13/05 no auditório do Shopping Boulevard em Belém, inscrições no espaço POP ART.


Charlie Borba

Nerd, cinefilo e amante de quadrinhos há mais de 20 anos.

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