RESENHA – A GAROTA NA TEIA DE ARANHA RESENHA – A GAROTA NA TEIA DE ARANHA
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“A Garota na Teia de Aranha” é um filme baseado no quarto livro da saga Millenium, iniciada por “Os Homens que não Amavam as Mulheres”, que em 2011 também foi levado às telonas com Daniel Craig e Rooney Mara. Nesta nova obra, vemos mais uma história de Lisbeth Salander, aqui descrita como uma super hacker e justiceira que defende as mulheres dos abusos dos homens.

A trama principal de “A Garota na Teia de Aranha” consiste na busca de Lisbeth Salander por um programa de computador que pode acionar armas nucleares existentes no mundo inteiro. Isso rende alguns bons momentos de cenas de ação, de espionagem, de perseguição. Paralelo a isso, temos o envolvimento dela com o jornalista Mikael Blomkist, o que, se a pessoa não viu o primeiro filme ou não tem o background dos livros, vai ficar um pouco confuso. A história faz referências ao passado de Lisbeth, e o que a motivou a se tornar uma justiceira, mas não explica como ela se tornou hacker, por exemplo. E essas pontas soltas atrapalham bastante o bom desenvolvimento do filme.

Tecnicamente, é uma obra interessante. A ação é bastante rápida e o ritmo do filme não cai. A fotografia é agradável aos olhos, e tanto as cenas internas quanto as paisagens apresentam um contraste bonito. Quanto às atuações, nenhum reparo a fazer à Claire Foy, que interpreta a protagonista. Claire tem se demonstrado uma das melhores atrizes de sua geração, tanto em séries para TV (como em “The Crown”), quanto em filmes (“Uma razão para viver” e “O primeiro homem”),  e sua indicação ao Oscar é uma questão de tempo (mas não por este filme). Já o resto do elenco deixa a desejar, o que, aliado ao roteiro mal desenvolvido e com soluções absurdas, contribui pra tornar a obra um tanto genérica e esquecível.

Em resumo: “A Garota na Teia de Aranha” é um filme de altos e baixos, com trunfos pontuais (como a atuação de Claire Foy e algumas cenas de ação), mas tem alguns problemas no desenrolar da trama. Ele parte do pressuposto que o espectador já tenha um prévio conhecimento da história, o que é um tanto bizarro, já que ele conta a história do quarto livro da série e apenas o primeiro foi contado no cinema (há uma trilogia de filmes sueca, mas não é muito famosa), e sequer com a mesma protagonista.  Partindo-se somente deste filme, não é tarefa fácil compreender Lisbeth Salander, uma personagem muito rica, mas que infelizmente foi mal explorada aqui.

Nota: 7,0

Roberta Rodrigues

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