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RESENHA – A MALDIÇÃO DA CHORONA

“A maldição da Chorona” é o mais novo capítulo do Universo de Invocação do Mal, que conta com alguns filmes de terror excelentes, e outros nem tanto. Baseado em uma lenda mexicana, segundo a qual, em 1673, uma mulher teria matado seus dois filhos afogados depois ser trocada pelo marido, e trezentos anos depois, ela reaparece em Los Angeles para matar outras crianças afogadas para substituir suas crianças.

A história mostra a família de Anna, uma assistente social, viúva de um policial e com dois filhos, que tem que atender uma mãe que está sendo acusada de negligenciar e agredir as próprias crianças. Anna vai até a casa dessa família, e Patrícia, a mãe, diz que está sendo assombrada pela Chorona. Em seguida, os filhos de Patrícia aparecem mortos por afogamento, e ela é acusada de assassiná-los. Anna se sente culpada, pois não conseguiu ajuda-los, e Patrícia invoca a Chorona, pedindo que ela leve os filhos de Anna e devolva os seus. Os filhos de Anna começam a ser perseguidos pela Chorona, e ela tem que chamar uma espécie de exorcista para se proteger.

Esse é o típico filme de casa mal-assombrada, ainda que Rafael, o dito “exorcista”, diga que a Chorona persegue as pessoas, e não o lugar. Anna é interpretada por Linda Cardellini, a eterna protagonista da série “Freaks and Geeks”, e que atualmente é a Laura Barton, esposa do Gavião Arqueiro, no MCU. A trama é bastante heterogênea, com altos e baixos, às vezes funciona, às vezes gera mais risos do que sustos, como na cena bizarra em que Rafael passa um ovo nas aberturas da casa para verificar a energia. A tensão gerada até funciona, mas em alguns momentos acredito que seria melhor que as cenas fossem mais sugestivas do que explícitas.

Produzido por James Wan, que antes de dirigir Aquaman trabalhou como produtor e diretor de diversos filmes do gênero terror, “A maldição da Chorona” é uma obra ok, sem nada de surpreendente ou inovador. É melhor que “A Freira”, mas ainda fica atrás dos “Invocação do Mal”. A lenda é interessante, mas deveria ter sido melhor explorada, e como eu disse antes, se algumas cenas não fossem tão explícitas e tentassem mais fazer com que o expectador criasse o terror em sua própria imaginação, acho que o filme funcionaria melhor. Às vezes, menos é mais, principalmente em se tratando de um gênero que explora os sentidos de quem assiste. Mas a obra vale a pena, pela tensão e desconforto criados.

Nota: 7,0

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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