RESENHA – ALFA RESENHA – ALFA
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“Alfa” é aquele tipo de filme que tu vais assistir sem expectativa, e quando percebes, já está sofrendo junto com o protagonista Keda, em sua jornada. Ele é um jovem, filho do chefe de uma tribo de homens na pré-história, e parte com o grupo em sua primeira caçada. Porém, em um combate com um grupo de búfalos, Keda cai de um penhasco e é dado como morto. A sua tribo segue viagem, e Keda tem que lutar pela sua sobrevivência.

Durante todos os mais de noventa minutos de filme, acompanhamos Keda passar por todo o tipo de dificuldade, em um lugar inóspito e cheio de adversidades. Além de enfrentar diversos animais que querem devorá-lo, ainda tem que lidar com as intempéries, a fome, o medo e a solidão. Mas, como disse a mãe de Keda a seu pai no início da história, Keda é um grande guerreiro, pois o seu coração é mais forte que sua lança. E isso vemos em uma das primeiras cenas, quando Tau, pai de Keda, manda que ele mate um animal, e ele não consegue. Neste momento, pensei que fosse porque ele era fraco, mas não, Keda é um jovem muito bondoso e com uma força de vontade absurda.

A fotografia do filme é primorosa, com diversas tomadas aéreas que mostram a vastidão dos lugares, com diversas paisagens que parecem nunca ter sido tocadas pelo homem. As imagens nos fazem acreditar que realmente aquela trama se passa na pré-história, e transmitem toda a tensão nos momentos em que Keda tem que enfrentar os mais diversos perigos. Kodi Mit-McPhee, que interpreta Keda, acaba nos arrebatando de cara com toda a sua sensibilidade e tem uma ótima atuação. A lamentar, somente, o fato de que só vieram cópias dubladas, e assim perdemos a narração original na voz de Morgan Freeman.

Em uma parte da trama, a tribo avista um grupo de lobos e Tau explica a Keda que um deles é o chefe, o “Alfa”, que tem como dever liderá-los e conduzi-los, mesmo nas situações mais difíceis. E esse é o destino de Keda: enfrentar todo tipo de perigo para conseguir voltar pra casa, e provar ser um grande líder, como seu pai. Essa é uma história angustiante e emocionante, mas que surpreende por sua beleza e que traz uma grande lição: que nunca devemos desistir da vida.

Nota: 9,0

Roberta Rodrigues

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