RESENHA – ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS CRIMES DE GRINDELWALD RESENHA – ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS CRIMES DE GRINDELWALD
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Sempre costumo dizer que tenho dificuldade de resenhar filmes da Marvel e de Star Wars, por serem meus universos favoritos. Entretanto, por não ser uma Potterhead, sinto-me bem a vontade para falar do universo mágico do menino bruxo, sem medo de ser parcial. Apesar de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” estarem dividindo opiniões, o filme me agradou mais do que o primeiro, por uma série de razões que abordarei a seguir.

O segundo filme da nova “pentalogia” (existe essa palavra?) desenvolvida por J. K. Rowling começa mostrando Grindelwald preso e sendo conduzido dos Estados Unidos para a Europa, para cumprir pena pelos seus crimes lá cometidos. Obviamente, ele escapa da prisão e vai atrás de Credence (Ezra Miller), com o objetivo de usar seus poderes de obscurials e assim dominar o mundo, com a supremacia dos bruxos sobre os não-majs. Paralelamente, vemos Newt Scamander, que está proibido de viajar depois de protagonizar as destruições ocorridas em Nova York, mas como o Ministério decide matar Credence, Newt segue para Paris para salvá-lo, e esse também é o destino de Tina. No meio do caminho, Newt encontra Queenie e Jacob, personagens que também estavam no primeiro filme, mas que parecem um tanto desnecessários.

A trama tem altos e baixos, alguns momentos a história é um pouco arrastada, em outros é bastante interessante e prende a atenção do público. Johnny Deep finalmente consegue emplacar um personagem sem lápis preto nos olhos e entrega um vilão bastante convincente, enquanto Jude Law traz uma versão bastante charmosa de Dumbledore, e merecia mais tempo de tela. Eddie Redmayne é, a meu ver, um protagonista melhor do que Daniel Radcliffe, pois se sobressai em relação aos seus parceiros, especialmente em relação à Tina, interpretada pela atriz Katherine Waterston, que, sinceramente, nunca fez nada que eu tenha gostado (como “Alien: Covenant”, no qual ela está péssima).  Além deles, há uma série de outros personagens, como Leta Lestrange, Nagini, Theseus Scamander, e, como são muitos, não dá tempo de se apegar a ninguém. Em relação aos efeitos, o filme é bastante irregular: alguns são extremamente caprichados, enquanto outros são toscos, como os gatos pretos que já havíamos visto no trailer. Fomos apresentados a novas criaturas, além do retorno de Pickett e Pelúcio, que agora tem filhotinhos.

Gostei mais deste segundo filme do que do primeiro pelo fato de a trama ser mais centrada em personagens mais complexos, como Newt, Dumbledore e Grindelwald, ainda que não tenha ficado claro quais foram os crimes por ele cometidos. A história tem alguns plot twists bacanas, mas nos leva à conclusão de que J. K. Rowling ainda tem cacoete de escritora de livros e não se adaptou ainda a escrever roteiros de filmes, pois a estrutura às vezes é um pouco confusa. De qualquer forma, é uma obra recheada de fan services, e que provavelmente será melhor compreendida quando chegarmos ao final do quinto filme desta saga.

Nota: 8,5

Roberta Rodrigues

  • Carol Acunha

    novembro 15, 2018 #1 Author

    Como fã da saga, gostei bastante do filme. Mas concordo contigo quando dizes que a JK não pegou o jeito de escrever roteiros; dá pra ver que as ideias dela são incríveis (e que todas as informações ali terão um sentido mais pra frente), mas na tela fica meio confuso.
    A quantidade de fan service chega a dar um calorzinho no coração. Quase não me segurei ao ver Hogwarts de novo! Vamos aguardar os próximos filmes!

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