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RESENHA – ANNA: O PERIGO TEM NOME

Desde que fiquei sabendo da existência deste filme, fiquei ansiosa para assisti-lo, por ser dirigido por Luc Beeson. Gosto muito de “Lucy”, excelente obra que tem Scarlett Johansson, mas não gostei muito de “Valerian”, protagonizado por Cara Delevigne. “Anna” fica no meio do caminho entre esses dois: não é maravilhoso como “Lucy”, mas é melhor desenvolvido que “Valerian”.

O filme começa contando a história de Anna, uma moça que vende matrioskas na feira (aquelas bonequinhas russas que vem uma dentro da outra), e é descoberta por um olheiro de uma agência de modelos. Porém, logo vemos Anna despontando na carreira, chamando a atenção e, pasmem, matando pessoas a serviço da KGB. A trama não é contada de forma cronológica, então a todo momento temos flashbacks e fast fowards, o que torna o filme interessante. Posteriormente, conhecemos o passado de Anna, os abusos que ela sofria, e como e porquê ela foi recrutada pela KGB para se tornar uma assassina sedutora e eficiente.

“Anna” conta com um elenco de peso, o que ajuda muito: temos Luke Evans no papel de Alex Tchenkov, agente da KGB responsável por recrutar Anna, Cillian Murphy como Lenny Miller, agente da CIA que terá um papel importante no desenrolar da trama, e a poderosíssima Helen Mirren como Olga, que atua como uma espécie de mentora de Anna na KGB. Anna é vivida por Sasha Luss, e ela não faz feio no papel. O problema, para mim, fica por conta da história: quantas vezes já vimos nas telonas uma trama sobre uma agente russa badass e sedutora? Recentemente tivemos “Operação Red Sparrow”, e em breve teremos o filme da Viúva Negra. Ademais, ainda que eu goste de filmes de espionagem, essa rivalidade dos tempos da Guerra Fria só funciona quando se passa naquela época, o que torna a história datada. Hoje em dia, não cola mais.

Em suma: “Anna: o perigo tem nome” tem diversas reviravoltas, o que até prende a atenção. Porém, achei a trama pouco original e um tanto old fashioned. Gosto da direção, mas achei o roteiro bem batido. Enfim, assista por sua conta e risco.

Nota: 7,0

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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