Resenha: Assassinato no Expresso do Oriente Resenha: Assassinato no Expresso do Oriente
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Antes de Assassinato no Expresso do Oriente, eu não havia lido nenhum livro da Agatha Christie, mas sabia da sua fama de “rainha do crime”. Quando começaram a ser divulgados os trailers com do filme baseado na obra, com um elenco recheado de nomes conhecidos, fui atrás do livro. E confesso que a leitura não correspondeu às minhas expectativas: achei a obra um tanto apressada, as soluções simplesmente “brotavam”, nem sempre ficava claro como Hercule Poirot havia chegado àquela conclusão ou tinha conhecimento de determinada informação. Enfim, não me apaixonei pela versão escrita.

Pois bem, fui assistir ao filme, e aconteceu algo muito raro: o filme se equipara, ou até mesmo em alguns momentos, supera o livro. Certos trechos que não haviam sido bem explicados no livro, com o auxílio do recurso de imagem, tornaram-se verossímeis, e assim pude “comprar” a história.

Assassinato no Expresso Oriente conta a história de um crime cometido em uma viagem de trem, na qual Hercule Poirot, renomado detetive, embarcou de última hora. Poirot é personagem de diversas obras da Agatha Christie, e é um homem detalhista, minucioso, metódico, características essas que fazem dele um detetive de renome. Um dos passageiros, Edward Ratchett, é assassinado a facadas, e a partir daí começa a investigação.

O roteiro segue os capítulos do livro: análise da cena do crime, colheita de provas e interrogatório das pessoas que estavam no vagão, na busca de motivos, e é claro, do culpado pelo homicídio. Dois pontos se sobressaem: a forma como as câmeras são dispostas, às vezes filmando de cima, como se estivesse no teto do vagão, e às vezes de fora do trem, em movimento, resultando em tomadas muito bonitas, diferentes. Outro ponto interessante é a atuação do elenco. Além das divas Penélope Cruz, Michelle Pfeiffer e Judi Dench, que dispensam apresentações, vemos Daisy Ridley (Rey, de “O Despertar da Força”), no papel da jovem Mary, com o seu sotaque maravilhoso. No lado masculino, temos Josh Gad (o Le Fou de ”A Bela e a Fera”), Willem Dafoe (que, para mim, continua a cara do Ryuk), e Johnny Depp no papel de Edward Ratchett (mas nunca se desvencilhando dos trejeitos de Jack Sparrow). O detetive Hercule Poirot, uma figura bastante peculiar, é interpretado por Kenneth Branagh, que também dirigiu o filme, e fez um ótimo trabalho, tanto na atuação quanto na direção.

O filme, assim como o livro, tem uma narrativa linear, seus personagens não são exatamente complexos, e o final é surpreendente e até um tanto difícil de acreditar. Porém, é uma trama honesta, envolvente, que prende a atenção e garante entretenimento mesmo para quem já havia lido a obra anteriormente. Vale conferir no cinema, tanto pelas belas cenas, quanto pelas ótimas atuações.

Nota: 7,5.

Roberta Rodrigues

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