RESENHA – BOHEMIAN RHAPSODY RESENHA – BOHEMIAN RHAPSODY
24shares 24Facebook 0Twitter 0Google+ “Bohemian Rapsody”, filme homônimo de uma das canções mais conhecidas do Queen, foi cercado de polêmicas desde o seu anúncio.... RESENHA – BOHEMIAN RHAPSODY

“Bohemian Rapsody”, filme homônimo de uma das canções mais conhecidas do Queen, foi cercado de polêmicas desde o seu anúncio. Inicialmente, o mais cotado para interpretar Freddie Mercury era Sacha Baron Cohen, mas o papel acabou ficando com Rami Malek. Outro problema foi a saída do diretor Bryan Singer durante a produção do filme. Apesar dos altos e baixos, e alguns probleminhas de cronologia, a obra que foi entregue ao público é espetacular.

A trama começa mostrando a história de Freddie Mercury, suas origens, sua família paquistanesa, e como ele conheceu Brian May e Roger Taylor, fundadores da banda. Também conhecemos Mary, o grande amor da vida de Freddie e uma de suas maiores incentivadoras, o advogado, o empresário da banda, o produtor, e como funcionava a indústria fonográfica da época. Freddie sempre foi uma figura peculiar, diferente, especial. Até a metade do segundo ato ele é o tipo de pessoa que desperta alguns sentimentos bastante controversos, ao ponto de eu até ficar com raiva dele, mas no final ele se redime.

O filme mostra alguns dos principais momentos do Queen, mas ele gira em torno da história pessoal de Freddie. Ele recria as fases do grupo: o início de carreira, a primeira turnê, a primeira música a estourar nas paradas de sucesso, a composição das principais canções. Mas não é só isso: vemos também os conflitos entre os membros da banda, o rompimento de Freddie, a sua decadência e depois a reconciliação e a redenção, culminando na apresentação no Live Aid, show histórico em 1985.

Tecnicamente, é uma obra honesta. O elenco é muito bom, com destaque especial para Rami Malek, cuja interpretação impressiona. A voz, os trejeitos, até a prótese dentária convence. Musicalmente é um filme excelente, trazendo muitos dos vários sucessos do Queen, durante os quais é impossível não se arrepiar ou se emocionar. A obra peca em alguns detalhes que, para quem é fã da banda, pode incomodar um pouco: por exemplo, a apresentação no Rock in Rio é descrita como se tivesse ocorrido em 1977, enquanto na verdade ela foi realizada em 1985. De qualquer forma, é uma cena linda, na qual Freddie, mostrando a gravação do show para Mary, diz que foi o maior público pagante da história, e que, ele não sabia se as pessoas estavam entendendo o que ele cantava, até que o público começou a cantar, sozinho, “love of my life”. Esse, que até hoje, é um dos momentos mais épicos do festival.

“Bohemian Rapsody”, mesmo com essas dificuldades, é um excelente filme. Emocionante, envolvente, interessante. Não é esquecível, não conta uma história comum, até porque o Queen sempre foi uma banda completamente diferente das demais. É bonito e merece muita atenção. Em tempos de tantos reboots, remakes e afins, é bom ver uma obra que ousa ao tentar contar a história de uma das maiores bandas, e principalmente, das maiores lendas da história do rock.

Nota: 9,0

Roberta Rodrigues

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