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RESENHA – BRIGHTBURN (com spoilers)

E se o Superman fosse do mal? Essa é a pergunta que “Brightburn” ousa tentar responder, já que a origem de seu protagonista é a mesma do aclamado super-herói da DC.

No início da trama somos apresentados ao casal Tori e Kyle, que vivem no interior de Brightburn e estão tentando ter um bebê há algum tempo. Uma espaçonave alienígena cai na floresta em local próximo à casa deles, com um bebê dentro. Então, eles adotam a criança como se fosse filho deles. Tudo corre normalmente, até que Brandon Breyer, o filho “adotivo”, completa 12 anos de idade e começa a sentir as manifestações dos seus poderes como força, velocidade, olhos com visão “a laser”, etc. Brandon já era reconhecido como um menino mais inteligente que os outros, destacando-se na escola, e até mesmo em razão disso sofria bullying. Porém, ele passa a usar esses poderes para se defender e atacar as pessoas que, de alguma forma, colocam-se no seu caminho. E não poupa ninguém, pois ele sabe que é especial e quer dominar o mundo.

Tecnicamente, é uma obra bastante eficiente: algumas cenas trazem uma violência explícita, bem gore, que me fizeram desviar os olhos da tela algumas vezes. As atuações são honestas, com destaque para Elizabeth Banks, que interpreta Tori, a mãe de Brandon, e para Jackson A. Dunn, que vive o menino e consegue transmitir toda a sua sinistralidade em olhares na sua atuação. Vale ressaltar que este filme foi produzido por James Gunn, que dispensa apresentações, e o roteiro é de autoria de Brian Gunn e Mark Gunn, irmão e primo de James.

“Brightburn”, apesar de contar a história de um alienígena, não é necessariamente um filme de sci-fi: ele é, basicamente, um filme de terror. Os noventa e um minutos de duração geram bastante tensão, pois não sabemos o que passa na cabeça de Brandon, tampouco o alcance de seus poderes. Pela cena pós créditos, acredito que seja uma tentativa de iniciar uma franquia de supervilões, o que vai depender, é claro, do seu desempenho nas bilheterias. Apesar de o roteiro não ser exatamente profundo, o plot até que é original, e vale a pena ser conferido nos cinemas.

Nota: 8,5

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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