RESENHA – CÍRCULO DE FOGO: A REVOLTA RESENHA – CÍRCULO DE FOGO: A REVOLTA
0shares 0Facebook 0Twitter 0Google+ O primeiro filme da franquia, “Círculo de Fogo”, dirigido pelo oscarizado Guillermo Del Toro foi lançado em 2013 e desde... RESENHA – CÍRCULO DE FOGO: A REVOLTA

O primeiro filme da franquia, “Círculo de Fogo”, dirigido pelo oscarizado Guillermo Del Toro foi lançado em 2013 e desde então conta com uma legião de fãs. A história se passava em 2020, quando os kaijus, monstros alienígenas que surgiam das fendas existentes na Terra, onde foram implantados pelos Precursores, que queriam dominar o nosso planeta. Para combater os kaijus, foram criados os jaegers, grandes robôs operados por dois pilotos que se conectavam mentalmente. No final do primeiro filme, Stacker Pentecost (vivido pelo ótimo Idris Elba) se sacrifica para fechar a fenda e livrar a Terra desta ameaça.

“Círculo de Fogo: a Revolta” se passa dez anos após os episódios do primeiro filme, e temos dois grandes protagonistas: Jake Pentecost, interpretado por John Boyega, o filho rebelde de Stacker que vive de roubos; e Amara Namani, uma menina que vive em um ferro-velho e constrói seu próprio jaeger, o Scrapper. Ao tentar fugir de um Jaeger com Scrapper, eles acabam sendo presos, Jake terá de ensinar novos pilotos, enquanto Amara deverá fazer o treinamento. Paralelamente a isso, vemos a indústria chinesa Shao trazer seus drones, uma espécie de jaeger pilotados remotamente, pois apesar de não haver ataques de kaijus há dez anos, o mundo segue se preparando para uma nova investida desses alienígenas. Dos personagens do primeiro filme, temos a volta de Mako, irmã adotiva de Jake, e o retorno do Dr. Gottlieb e do Dr. Newton Geisler, e a introdução de Nate Lambert, um importante ranger, vivido por Scott Eastwood, filho de Clint Eastwood.

A trama não se arrisca muito, ela traz a jornada do herói clássica, na qual Jake, após a perda de um ente querido, assume a responsabilidade e segue os passos de seu pai. Também conhecemos a trajetória de Amira, e entendemos o porquê do fascínio dela pelos jaegers e a força de vontade para lutar contra os kaijus. A história traz um plot twist interessante, mas nada muito surpreendente, e o final deixa em aberto para uma possível continuidade.

Eu considero um filme bom quando ele entrega o que se propõe, e esse é o caso de “Círculo de Fogo: a Revolta”. Ele não é nenhuma obra-prima da sétima arte, tampouco traz personagens complexos, mas é eficiente na realização de seu objetivo. Acredito que, quem viu o primeiro filme e gostou, irá assistir a esse com a expectativa de ver grandes lutas entre jaegers e kaijus, e isso ele faz muito bem. O roteiro é fraco e previsível, os diálogos são um tanto cafonas, usando frases de efeito do tipo “agora vamos salvar o mundo”, mas as cenas de batalha são bastante cumpridoras. Se ele traz alguma lição, eu diria que seria “não deixe que aquilo que pensam de você defina o que você é”, mas isso a gente encontra em qualquer perfil de autoajuda no facebook ou no instagram. Porém, o grande trunfo do filme, a exemplo do primeiro, é a computação gráfica bem utilizada para criar os robôs e os monstros, e nesse ponto não tenho reparos a fazer. A última cena de luta é tão bonita que deu vontade de aplaudir ao final. Apesar da história em si não ser grande coisa, acho que quase ninguém vai ao cinema ver um filme deste gênero esperando um roteiro brilhante, mas sim para ver cenas de ação bem desenvolvidas e convincentes, e isso “Círculo de fogo: a revolta” cumpre com maestria.

Nota: 8,0

Roberta Rodrigues

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