RESENHA – COM AMOR, SIMON RESENHA – COM AMOR, SIMON
0shares 0Facebook 0Twitter 0Google+ Simon é um menino de 16, 17 anos que está descobrindo a sua homossexualidade. Ele já teve uma namorada, mas... RESENHA – COM AMOR, SIMON

Simon é um menino de 16, 17 anos que está descobrindo a sua homossexualidade. Ele já teve uma namorada, mas sente atração por um rapaz que está trabalhando perto da sua casa. Em uma espécie de blog da escola, um menino sob o codinome Blue publica uma carta confessando seu interesse por meninos, e isso encoraja Simon a também, de forma anônima, admitir as suas preferências. Simon começa a trocar mensagens com Blue, e se apaixona por ele. Entretanto, um colega acaba descobrindo os emails enviados por Simon e usa isso para chantageá-lo, e para proteger o seu segredo, ele acaba colocando em risco a sua amizade com Leah (a ótima Katherine Langford, de “13 Reasons Why”), Nick e Abby.

Paralelamente a isso, conhecemos a família de Simon: a mãe, Emily, interpretada por Jennifer Garner, e Jack, o pai, vivido por Josh Duhamel, e Nora, a irmã mais nova, Nora. Como o próprio Simon, seu pai era o atleta da escola e a sua mãe era a nerd, formando aquele casal perfeito de comercial de margarina. Simon é um menino de sorte, por viver em uma família estruturada e compreensível, ainda que às vezes seu pai pareça assumir o estereótipo do machão. Quando o segredo de Simon é descoberto, ele sofre bullying, ele traz uma abordagem bastante interessante a respeito, como a reação dos amigos e dos pais de Simon, alguns compreensivos, outros revoltados. O filme retrata como os adolescentes podem ser cruéis, e a dificuldade que algumas pessoas têm em se colocar no lugar dos outros, apesar de dourar a pílula e não trazer a parte realmente nefasta do preconceito.

“Com amor, Simon” poderia ter sido subestimado, pois recentemente tivemos um filme brilhante abordando o mesmo tema, “Me chame pelo seu nome”. Entretanto, apesar de também tratar da homossexualidade descoberta na adolescência, ele faz de uma forma menos poética e mais realista, apesar de ainda contar a história de forma light. Ele constrói a relação de Simon e Blue aos poucos, de forma que o espectador cria empatia e torce pelo final feliz do casal.

O último ponto que me chamou atenção, ainda em relação a “Me chame pelo seu nome”, é que ambos os filmes retratam a homossexualidade masculina de forma bonita, afetiva, terna, sentimental, enquanto as obras que tratam da homossexualidade feminina, via de regra, normalmente o fazem de forma vulgar e sexualizada, como em “Azul é a cor mais quente”, e mais recentemente “Carol”, este com Cate Blanchett e Rooney Mara. Concluindo, “Com amor, Simon” é uma história bonita, leve, agradável e emocionante, que faz a gente sair feliz do cinema.

Nota: 9,5

 

Roberta Rodrigues

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