RESENHA – DE REPENTE UMA FAMÍLIA RESENHA – DE REPENTE UMA FAMÍLIA
0shares 0Facebook 0Twitter 0Google+ A melhor frase para ilustrar a minha experiência ao assistir esse filme é: “fui ver uma comédia e saí chorando... RESENHA – DE REPENTE UMA FAMÍLIA

A melhor frase para ilustrar a minha experiência ao assistir esse filme é: “fui ver uma comédia e saí chorando do cinema”.  Eu sabia pouco ou quase nada do enredo, estava a fim de assistir algo leve, agradável, e fui positivamente surpreendida com esta obra que aborda de maneira adequada e pedagógica um tema tão sensível quanto a adoção. Tanto é assim, que antes do filme foi exibido um comercial a respeito das adoções, inclusive mostrando um aplicativo, uma espécie de “Tinder” para quem quer adotar uma criança. Muito interessante.

“De repente uma família” tem um quê de autobiográfico de Sean Anders, semelhante ao que foi feito pelo diretor em “Pai em dose dupla”. Aqui, ele repete a parceria que deu certo com Mark Wahlberg, que vive Pete, um homem em seus 40 anos, casado com Ellie, interpretada por Rose Byrne. Eles tem uma vida boa, honesta, tranquila, até que resolvem adotar uma criança. Então eles passam por uma espécie de cursinho para pais, uma seleção, e depois vão conhecer as crianças “adotáveis”. Nesse evento eles encontram Lizzy, uma adolescente de 15 anos, e ficam encantados com ela, mas tem um porém: Lizzy tem dois irmãos pequenos e a recomendação das assistentes sociais é que eles sejam adotados juntos. Pete e Ellie embarcam nessa viagem e aí começam a viver uma montanha-russa de emoções: às vezes ficam em dúvida se realmente devem ficar com as crianças, em outras os defendem com unhas e dentes, sofrem com a rejeição, odeiam a bagunça, e por aí vai.

É um filme que parece despretensioso mas desperta os mais diversos sentimentos durante as suas duas horas: eu dei muita risada com as trapalhadas do casal e as crianças, sofri com eles em diversos momentos, principalmente quando as coisas pareciam não dar certo, e torci muito para que o processo de adoção fosse aprovado. As atuações todas são maravilhosas, inclusive dos atores mirins que interpretam Juan e Lita.  O filme conta ainda com a maravilhosa Octavia Spencer no papel de Karen, uma das assistentes sociais, que faz comentários muitas vezes impróprios, mas muito engraçados.

“De repente uma família” não se trata de um filme grandioso, épico ou marcante. Mas ele diverte e ao mesmo tempo traz reflexão sobre o tema. Apesar de toda a complexidade do assunto, ele consegue abordar os aspectos mais delicados, como o fato de a mãe biológica das crianças estar presa e ser usuária de drogas, mas sem deixar a peteca do bom humor cair. Vale pelas risadas e pela emoção. Uma grata surpresa.

Nota: 8,5

Roberta Rodrigues

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