RESENHA – DEADPOOL 2 (com spoilers) RESENHA – DEADPOOL 2 (com spoilers)
8shares 8Facebook 0Twitter 0Google+ “Deadpool 2” pode ser definido como uma surra de referências, uma trilha sonora cafona, uma avalanche de piadas e ação... RESENHA – DEADPOOL 2 (com spoilers)

“Deadpool 2” pode ser definido como uma surra de referências, uma trilha sonora cafona, uma avalanche de piadas e ação em um ritmo frenético. O filme é tão acelerado que se você piscar, pode perder a participação especial do Brad Pitt. Muita coisa acontece nas quase duas horas que ficamos na sala do cinema e, apesar de não contar com o fator novidade do primeiro, “Deadpool 2” tem seus méritos.

A primeira cena mostra Wade Wilson tentando se matar, e em seguida vem um flashback explicando o porquê: Vanessa foi assassinada por um dos bandidos que Deadpool não conseguiu matar. Em pedacinhos, ele é resgatado por Colossus e levado até a mansão Xavier (e aqui preste muita atenção, pois teremos referências fantásticas!). Eles assistem na TV um incidente com um garoto mutante e vão até lá, inclusive Deadpool, que agora é estagiário dos X-Men. O incidente está sendo causado por Russell, ou Firefist, cujo poder é soltar fogo em tudo. Ele quer queimar o lar para mutantes onde vive, pois sofre abusos dos adultos que cuidam do lugar. Mas tudo dá errado e ele e Deadpool acabam presos na Geladeira, um presídio para mutantes que fica no meio da neve. E não estamos nem na metade da trama, e ainda serão introduzidos outros personagens, como Cable e Domino.

Além de Vanessa, retornam em “Deadpool 2” o taxista Dopinder, o amigo de Deadpool Weasel, a velhinha cega Altheia, Colossus e Negasonic. Ainda que filme te jogue uma piada na cara atrás da outra, ele conta com pelo menos três núcleos dramáticos: o do próprio Deadpool, que não está sabendo lidar com a culpa que sente pela morte de Vanesssa; o de Russell, que sofreu abusos e se sente completamente excluído; e o de Cable, que viajou no tempo para tentar consertar o passado e assim evitar que sua esposa e sua filha sejam mortas por Firefist. Aliás, Cable se mostra um personagem bastante complexo, e um dos problemas do filme é não ter se aprofundado em sua origem: eu gostaria de saber de que época ele veio, de quem ele é filho, porque ele tem um braço biônico, porque a família dele foi assassinada… Gostei do Josh Brolin interpretando o papel, mas a presença de Cable na trama, pra mim, ficou um pouco confusa.

As cenas de ação de “Deadpool 2” me parecem melhores do que as de “Deadpool”, talvez por conta da direção de David Leitch, que trabalhou no primeiro “John Wick” e em “Atômica”, dois filmes que contam com sequências de ação de tirar o fôlego. A trilha sonora é maravilhosa, vai de Air Supply a AC/DC (Thunderstruck S2), passando por Cher e A-ha. A todo momento somos bombardeados com referências a Marvel, DC, Star Wars, Harry Potter e até Stranger Things. As piadas são em sua maioria sujas, bagaceiras e politicamente incorretas, e a restrição de idade não é a toa. O CGI fica bastante evidente em alguns momentos, mas nada que chegue a incomodar. E como aconteceu no primeiro “Deadpool”, Ryan Reynolds abusa da quebra da quarta parede e conversa conosco o tempo todo.

Por fim, quero falar da Domino: que personagem sensacional! Ela aparece quando Wade e Weasel resolvem formar uma equipe (que depois recebe o nome de X-Force) para resgatar Russell que ainda está preso na Geladeira, então eles fazem um anúncio no LinkedIn e vários mutantes aparecem (e o Peter). Ao ser perguntada qual o seu poder, ela diz que é sortuda, e posteriormente, ao vê-la em ação, constatamos que de fato ela tem muita sorte. Mais: duas das melhores sequências de ação (quando ela aterrisa de para-quedas e quando ela chega ao lar de crianças mutantes) são protagonizadas por ela.

Enfim, ainda teria muito para falar sobre “Deadpool 2”, pois, como eu disse anteriormente, é um filme em que acontece realmente muita coisa. Não sei dizer se é melhor que o primeiro, mas que me diverti tanto quanto. E as duas cenas pós créditos, em especial a última, arrancou aplausos no cinema as duas vezes que assisti. Quem ama filmes de super-heróis e os acompanha há anos, como eu, certamente irá entender o porquê.

Obs. As cenas Pós Créditos vão “explodir a sua cabeça”.

Nota: 8,5

Roberta Rodrigues

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