Resenha: Extraordinário Resenha: Extraordinário
8shares 8Facebook 0Twitter 0Google+ Extraordinário é um filme que, como eu costumo dizer, faz a gente transbordar amor pelos olhos. E isso já acontece... Resenha: Extraordinário

Extraordinário é um filme que, como eu costumo dizer, faz a gente transbordar amor pelos olhos. E isso já acontece quando a gente assiste ao trailer: a história do menino que tem deformidades no rosto e tem que enfrentar o mundo, o preconceito, o bullying, de cara nos gera sentimentos de empatia, admiração e carinho por Auggie Pullman.

Eu li o livro há alguns meses, e o filme é bastante fiel. Com atuações primorosas de seu elenco, por cerca de duas horas ficamos completamente imersos no mundo de Auggie. Julia Roberts, que faz o papel de Isabel, mãe de Auggie, está brilhante, como de praxe. Owen Wilson, como Nate, tem uma atuação emocionante como em Marley e Eu. E Jacob Tremblay, que me conquistou desde O Quarto de Jack, interpreta como gente grande!

Assim como na versão escrita, o filme também foi dividido em capítulos, que são contados pelos personagens, o que dá um dinâmica bastante interessante à obra. Auggie Pullman é o filho mais novo de Nate e Isabel, e irmão de Via. Ele nasceu com deformidades faciais, e até os 10 anos de idade foi educado em casa, por sua mãe, até que seus pais decidem leva-lo à escola. Durante a trama, acompanhamos toda a evolução de Auggie, desde como ele enfrenta os problemas com os colegas, a maldade infantil, como lida com sua inteligência sem ser arrogante… Mas principalmente conhecemos o ponto mais importante da história para mim: as amizades de Auggie e a maneira como foram conquistadas.

Também ficamos conhecendo a história dos pais de Auggie. Isabel, sua mãe, que teve que abrir mão de sua carreira para cuidar dele desde pequeno, e Nate, o pai, que sempre tenta encarar tudo com bom humor. Outra personagem que me chamou muito a atenção foi Via, a irmã mais velha de Auggie. Via foi muito altruísta, sempre entendeu o motivo pelo qual seus pais priorizavam o seu irmão, e não lhe davam a atenção que precisava. Agora, na fase da adolescência, fica demonstrado que ela sentia falta e precisava dos pais, mas ainda assim ela é compreensiva, e o amor e carinho dela pelo irmão caçula é muito bonito.

No desenrolar da trama acompanhamos as dores e delícias de Auggie: fazer amizades, decepcionar-se com pessoas, conquistar respeito, ser reconhecido, e se aceitar como é. É impossível não se encantar com aquele menino inteligente, educado, bem-humorado e corajoso. (Além de ser um fã apaixonado de Star Wars  – inclusive há diversas referências no filme).

Extraordinário faz a gente chorar, mas não é um filme triste, de maneira alguma. Ele é muito, muito emocionante. É uma história bonita de superação, de amizade, e acima de tudo: de amor. E recomendo não só que assistam ao filme, mas também que leiam o livro, que traz uma leitura fluida e muito envolvente.

Nota: 10.

Roberta Rodrigues

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