Home / NOTÍCIAS / FILMES / RESENHA – GODZILLA II: REI DOS MONSTROS (com spoilers)

RESENHA – GODZILLA II: REI DOS MONSTROS (com spoilers)

Acredito que todo mundo já tenha ouvido falar de Godzilla, pois ele é um monstro antigo da cultura japonesa, e sua história já foi contada algumas vezes no cinema. A mais recente delas foi em 2014, e esse “Monstroverso” foi expandido em 2017, com “Kong: a Ilha da Caveira”. Há a previsão de um embate entre os dois nas telonas, Godzilla x Kong, em 2020. Mas antes disso, tivemos a continuação da história do monstro japonês.

“Godzilla II” se passa cinco anos depois do primeiro filme, e a trama nos apresenta a família Russell: pai e mãe são cientistas que trabalham na Monarch, a empresa que faz pesquisas e outras atividades junto aos monstros, e a filha Madison. Mas há um detalhe importante sobre eles: são sobreviventes da primeira “aparição” do Godzilla, em 2014. Porém, naquele evento acabaram perdendo Andrew, o filho mais novo. E essa perda acabou destruindo a família: Mark, o pai, foi estudar a vida dos lobos selvagens; Emma e a Madison vivem em uma espécie de vila da Monarch, onde Emma trabalha pesquisando e monitorando as atividades de Godzilla e outros monstros como ele, já que existem 17 titãs espalhados pelo mundo, hibernando.

Dra. Emma criou um equipamento chamado “Orca”, uma espécie de sonar para se comunicar com os monstros. Obviamente, essa máquina gera interesse por parte de pessoas não muito bem intencionadas. Uma delas é o Jonah Alan (interpretado por Charles Dance, o Twin Lannister de Game of Thrones), cujo objetivo é despertar Ghidorah, o chamado monstro zero, que tem três cabeças semelhantes a dragões e parece ser mais forte que os demais.

Tecnicamente, o filme entrega o que promete: lutas entre monstros e muita, mas muita destruição. Como a sede da Monarch em que trabalha Emma localiza-se em Boston, vemos a cidade ser completamente devastada, inclusive o Fenway Park, estádio dos Red Sox (o que despedaçou meu coração, pois Boston é minha cidade favorita no mundo). Porém, as cenas são muito escuras, no estilo da batalha contra os White Walkers em Game of Thrones, no episódio “A longa noite”.

A trama é compreensível, mas os diálogos são bem cafonas, cheios de explicações e frases de efeito, além de algumas piadas completamente desnecessárias e fora de hora. Gosto das atuações de Vera Farmiga como Emma, Kyle Chandler como Mark, Sally Hawkins novamente como Dra. Vivienne Graham, e Ken Watanabe de novo com Dr. Ishiro Serizawa. E, é claro, de Millie Bobby Brown que, apesar de sua atuação a todo momento nos remeter à Eleven, não se pode negar que ela está muito bem no papel de Madison.

Em suma, não vá ao cinema esperando uma obra-prima da sétima arte assinada por Wes Anderson ou Terence Malick. Tampouco espere diálogos shakesperianos e personagens cheios de profundidade (ainda que alguns deles tenham algumas camadas interessantes). Vá sabendo que você verá algo mais parecido com “Círculo de Fogo” (mas não tão brilhante), e divirta-se com as lutas entre os titãs.

Nota: 8,0

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
Aqui é Nerd Fusão na veia!
follow me

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

x

Check Also

ANDY SERKIS SERÁ O DIRETOR DE VENOM 2

Agora é oficial, Venom 2 terá Andy Serkis como diretor e quem ...