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RESENHA – HELLBOY

Às vezes me pergunto se estamos vivendo uma fase de deficiência criativa em Hollywood, pois a maioria dos filmes ou são de franquias, ou são remakes. Alguns são bastante eficientes, outros nem tanto. E outros a gente se pergunta: “Meu Deus do céu, precisava mesmo fazer isso?” E é nesta última categoria que se encaixa Hellboy.

A história do Hellboy é conhecida, ele tem origem nos quadrinhos, e protagonizou dois filmes bem decentes, dirigidos por Guillermo Del Toro em 2004 e 2008. O ator encarregado de dar vida ao Hellboy foi Ron Perlman, e ele não deixou a desejar. Nesta nova versão, Hellboy é interpretado por David Harbour, que conquistou o mundo ao atuar como o Xerife Jim Hopper na série “Stranger Things”. E como vocês podem perceber, eu estou dando voltas antes de começar a falar do filme propriamente, porque achei ele arrastado, confuso e esquecível.

Mas vamos lá: Hellboy foi um demônio trazido à Terra por um experimento nazista e que hoje trabalha como uma espécie detetive paranormal. Sua tarefa, neste filme, é impedir que se juntem os seis pedaços do corpo da Rainha de Sangue, uma bruxa interpretada pela Milla Jovovich. Hellboy foi adotado pelo Professor Broom, vivido por Ian McShane, e que atualmente também dá vida ao Mr. Wednesday na excelente série American Gods, da Amazon Prime.

O filme é muito confuso, as cenas de ação parecem ter sido enxertadas de qualquer jeito, e a trilha sonora, apesar de contar com boas músicas, traz canções um tanto desconectadas da trama. A violência do filme é grotesca e proporciona mais um sentimento de nojo do que de satisfação. O CGI é sobrinho e muitas vezes incomoda. Em alguns momentos, tive a impressão de estar assistindo nos anos noventa um filme dos anos oitenta na sessão da tarde, com uma dublagem incoerente e totalmente picotado. Foram duas longas horas, nas quais passei a maior parte do tempo balançando a cabeça em sinal de negação.

Os trailers de “Hellboy” já eram um prenúncio do filme problemático que viria por aí. Eu realmente lamento, pois o David Harbour é um ator bastante carismático e estava empolgado com a obra. Mas o que vi nas telonas me deixou triste, pois o filme parece ter sido feito com desleixo, desde o roteiro, os diálogos, até a montagem. Foi cansativo demais assistir às duas horas de filme, e logo em seguida já não lembrar de quase nada da trama. Só ficaram na memória os problemas da obra. Que pena.

Nota: 5,0

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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