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RESENHA – HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA (com spoilers)

Inicio esta resenha esclarecendo que se tratará de um texto com spoilers do filme, pois fica bastante difícil falar dele sem mencionar fatos que entregam o plot. Além disso, faz-se necessário abordar os spoilers, até para demonstrar a importância deste filme para o encerramento da Fase 3 do MCU.

“Homem-Aranha: Longe de Casa” mostra as consequências do Estalo de Thanos e do Blip no mundo. Blip é como chamam o retorno das pessoas que haviam sumido por cinco anos após o Estalo. Todas as dúvidas que tínhamos sobre o que aconteceu com os colegas de Peter, bem como aqueles que desapareceram e voltaram são esclarecidas. Tia May, inclusive, comanda uma espécie de grupo de autoajuda para auxiliar as pessoas a lidar com a situação. Sim, há um menino da escola de Peter, Brad, que não sumiu no Estalo e agora está cinco anos mais velho que todos os que foram “blipados”.

É um mundo também que está aprendendo a viver sem seus principais herois. No início é mostrada uma homenagem à Viúva Negra, ao Capitão América e ao Homem de Ferro, em uma vibe meio Deadpool. Homem de Ferro, aliás, que é referenciado e reverenciado em todo o mundo, o que, obviamente, rende algumas lágrimas. Mas não muitas, pois, a exemplo de “Homem-Formiga 2”, que mostrou as consequências após “Vingadores – Guerra Infinita”, “Homem-Aranha: Longe de Casa” é uma história leve, divertida, estilo Sessão da Tarde, e proporciona muitas risadas e um sentimento bom.

Como já é sabido, somos apresentados a Quentin Beck, vivido por Jake Gyllenhaal, que em um primeiro momento é mostrado como aliado de Nick Fury, e sua origem é explicada como se ele fosse da Terra 833, um dos multiversos existentes. Os inimigos da vez são os Elementais, criaturas gigantescas formadas por água, gelo, terra e fogo, que estão atacando a Europa, justamente para onde Peter está indo curtir as férias com a sua turma. Fury tenta entrar em contato com Peter, mas ele está a fim de tirar uma folga do trampo de super-heroi, divertir-se com os amigos e, é claro, conquistar a MJ.

Fazia muito tempo que eu não saía feliz de um filme da Marvel, até porque nos últimos tivemos muitas perdas e situações de perplexidade. Ainda que as cenas pós créditos tenham me deixado preocupada com o futuro de Peter Parker (que com a morte do Tony se tornou meu heroi favorito do MCU), “Homem-Aranha: Longe de Casa” é um filme muito divertido. Os efeitos são excelentes, remetendo-nos a “Doutor Estranho”, e essa ilusão bem sucedida é esclarecida depois, dentro da trama. Jake Gyllenhaal, como sempre, rouba a cena quando está em tela, e espero que apareça nos próximos filmes da Marvel. A dinâmica entre Happy Hogan e Tia May também funciona, shippei os dois e quero ver mais esse casal. Continuo amando Ned, o “cara da cadeira”, que mais uma vez está ótimo no filme, e Tom Holland, bem, ele É o Peter Parker definitivo e será ótimo ver a sua evolução nas próximas fases da Marvel nas telonas.

O filme tem probleminhas, mas nada que atrapalhe a experiência. O humor dos professores de Peter às vezes parece fora de tom, exagerando um pouco nas piadas. Mas, no geral, “Homem Aranha: Longe de Casa” é mais um acerto da Marvel, e as cenas pós créditos são de explodir a cabeça, com referências maravilhosas a outros filmes do MCU, do Homem-Aranha e até ao videogame! Mas dessas cenas eu não darei spoilers, você terá de ir ao cinema pra ver, pois vale muito a pena!

Nota: 10,0

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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