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RESENHA – IT: CAPÍTULO DOIS

“It – Capítulo Dois”, sem dúvidas, era uma das continuações mais aguardadas para este ano de 2019. Depois de termos sido completamente arrebatados pelo primeiro filme em 2017, um terror muito bem feito focado na infância dos personagens com uma vibe meio Stranger Things, agora vemos o retorno do Clube dos Derrotados à Derry, 27 anos mais tarde, para tentar derrotar de vez o palhaço Pennywise.

O filme começa com o pé na porta: mostra um crime brutal motivado por homofobia no parque da cidade cabulosa de Derry. Em seguida já nos reencontramos com o palhaço, e as notícias de desaparecimento de crianças e adolescentes começa a pipocar. Mike, o único integrante do Clube dos Derrotados que permaneceu em Derry entra em contato com os demais, e todos (ou quase todos) eles retornam à cidade para cumprir a promessa que fizeram quando crianças: acabar de vez com o Pennywise.

No início da trama temos a construção de todos esses personagens adultos, de forma bastante fiel ao livro (aliás, leiam o livro), e posteriormente, no reencontro, há até um momento de respiro, quando as boas lembranças vem à tona e eles se divertem. Porém, não demora muito para o palhaço aparecer e as cenas de terror, suspense e angústia começam. E a partir daí temos a jornada do grupo para tentar dar fim à maldição do palhaço, seguindo um ritual indígena descoberto por Mike (essa parte eu confesso que achei que ficou meio jogada no filme).

O elenco é excelente e os adultos parecem, de fato, as crianças. Destaque especial e óbvio para James McAvoy, Jessica Chastain e o meu queridinho do momento, Bill Hader. Só lamento demais que tenham perdido a oportunidade de escalar Chris Pratt no papel de Ben (o ex-gordinho), pois ficaria perfeito. A fotografia também é impecável e gosto dos movimentos de câmera e dos efeitos. Mas, ainda que eu considere Andy Muschietti um ótimo diretor, em alguns momentos a trama se arrasta, e o filme ficou longo demais. São mais de duas horas e quarenta minutos de tela, e percebe-se que houve uma certa “perda de tempo” em algumas cenas. Talvez teria sido mais interessante usar esse tempo explicando o lance do ritual indígena que poderia dar fim à maldição, pois ficou um pouco confuso.

Outro ponto interessante: Stephen King faz participações especiais, assim como nosso querido Stan Lee fazia. Eu assisti ao filme apenas uma vez e não estava esperando essas aparições, então contei apenas três, mas acredito que tenham mais. Fique de olho. Além disso, assim como a maioria dos filmes que tem ligação com os anos oitenta, “It – Capítulo Dois” é recheado de referências. Pôsteres, objetos, músicas, enfim, diversos itens que remetem à época da infância dos integrantes do Clube dos Derrotados, e isso é bem divertido. E para quem tem boa memória do primeiro filme, a reconstrução e a ligação com a parte inicial da história é bastante eficiente. Eu adorei ver o James McAvoy andando pelas ruas de Derry a bordo da Silver!

Agora vem a pergunta: é melhor que o primeiro? Então, os dois se complementam. Entretanto, acho que o primeiro filme é mais redondinho e menos arrastado. Achei que o segundo teve alguns probleminhas de roteiro a partir do segundo ato, que culminaram em um desfecho não tão bom, o que não faz o filme ser ruim, ele apenas não é melhor do que o seu antecessor. Vale lembrar que Stephen King é um autor bastante peculiar, não é para todo mundo. Mas vale a pena dar uma chance.

Nota: 8,5

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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