RESENHA – JOGADOR NÚMERO 1 RESENHA – JOGADOR NÚMERO 1
0shares 0Facebook 0Twitter 0Google+ “Jogador Número 1” é baseado em um livro homônimo de Ernest Cline, lançado há cerca de seis anos e que... RESENHA – JOGADOR NÚMERO 1

“Jogador Número 1” é baseado em um livro homônimo de Ernest Cline, lançado há cerca de seis anos e que fez muito sucesso, e com o filme não seria diferente. A história se passa em um futuro distópico, no ano de 2045, no qual as pessoas passam mais tempo no universo virtual do que no mundo real, que se tornou bastante complicada. Esse universo virtual se chama OASIS, e foi criado por Halliday, vivido por Mark Rylance (que ganhou o Oscar de melhor coadjuvante em “Ponte dos Espiões”, também dirigido por Spielberg). Porém, no ano de 2040 Halliday faleceu, e deixou dicas espalhadas nos diversos mundos do OASIS, os chamados easter eggs. Quem conseguir desvendar os enigmas e encontrar as três chaves, vence o desafio e herda a fortuna de Halliday.

Um desses “caça-ovos” é Wade Watts,  interpretado por Tye Sheridan (o Ciclope de X-Men Apocalipse), órfão de pai e mãe e que vive nas pilhas, espécies de favelas de trailers empilhados nos subúrbios de . Dentro do OASIS, Wade é Parzival, pilota um DeLorean e, junto com seus amigos ARt3mis, Aech, Sho e Daito, passa praticamente todo o seu tempo livre tentando desvendar os enigmas deixados por Halliday, todos eles baseados nas coisas que ele gostava quando estava vivo. E ele era um nerd “raiz”, assim como os principais caça-ovos que conhecemos na trama. Além deles, também somos apresentados a Sorrento, um mega empresário que comanda os Seis, uma equipe de várias pessoas que trabalharam para resolver as “charadas”,  e que tenta tirar os Cinco do Topo da jogada, para conquistar sozinho o império de James Halliday, que aparece diversas vezes na forma de holograma.

A história se passa parte no mundo real, e parte no OASIS, onde os personagens assumem seus avatares. As atuações são excelentes, tanto do elenco mais jovem, quanto dos mais experientes. Além de Mark Rylance, temos Simon Pegg como Ogden Morrow, que era sócio de Halliday. A fotografia, quando vemos o mundo real, tem aquela cara de futuro apocalíptico, e quando vemos o OASIS, tem aquela vibe de videogame dos mais modernos e é muito convincente. A trilha sonora, composta de músicas dos anos 80 e 90 (com sucessos de Van Halen, Billy Idol, entre outros), é maravilhosa e se encaixa perfeitamente à trama. Também temos diversas referências a filmes (Chucky, King Kong, o Iluminado, etc.) e games (o videogame Atari é mencionado diversas vezes), nerdices e cultura pop em geral, que se tornam verdadeiros easter eggs para os espectadores. Em meio a esse cenário, acompanhamos a trajetória de Parzival e seus amigos (os Cinco do Topo) desvendando os enigmas e lutando contra os Seis.

A trama que assisti no cinema não é exatamente igual ao livro, a partir da metade do segundo ato ele se descola da história original, mas é tão bom quanto e isso não compromete a trama. As cenas que se passam no OASIS tem aquela estética de videogame, mas os efeitos são excelentes. É muito bom ver Steven Spielberg dirigindo uma obra que mescla ação, aventura e ficção científica, que é o que ele sabe fazer de melhor. Eu gostei muito de “Ponte dos Espiões”, mas “The Post”, o filme mais recente do diretor, eu achei meio brega… De qualquer forma, “Jogador Número 1” é aquele tipo de filme que agrada crianças, jovens e adultos, pois consegue dialogar com todas as faixas etárias. Eu estava com a expectativa altíssima para esse filme, e ela foi perfeitamente correspondida. Quem curte nerdices e cultura pop vai gostar e se identificar com a história, e vai querer ter a oportunidade de viver no OASIS um dia.

Recomendo fortemente “Jogador Número 1” em todas as plataformas: o filme, o livro e a playlist.

Nota: 9,5

Roberta Rodrigues

  • Carol Acunha

    abril 2, 2018 #1 Author

    Eu tenho muito medo de adaptações e depois de ter gostado tanto do livro, estava apreensiva com o filme, mas não me decepcionei também. O livro é um “page-turner”, que não te deixa parar de ler, e Spielberg consegue dar o mesmo efeito ao filme… nem senti as 2h20min passarem! De fato as histórias não são idênticas, mas dá para entender as escolhas da adaptação e no fim das contas a essência do universo de Ernest Cline está toda ali e dá gosto de ver (e vontade de cantar no cinema hahaha).
    Resenha ótima, como sempre! ^^

    Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *