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RESENHA – JOHN WICK 3: PARABELLUM

Um homem, um cachorro, armas e uma habilidade incomparável na arte de matar. Assim é John Wick, que conhecemos lá em 2014, quando ele estava aposentado e tentando viver uma vidinha pacata após a sua esposa falecer em decorrência de uma enfermidade, até que um grupo de desavisados rouba o seu carro, uma relíquia, e mata o cachorrinho que sua esposa tinha lhe deixado. Pronto, foi o que bastou para o monstro sair da jaula.

“John Wick 3” começa exatamente onde terminou o “2”: após ser banido de uma espécie de clube de matadores de aluguel por ter assassinado (ou ter feito negócios, como dizem) dentro do Hotel Continental de Nova York, Winston, o dono deste hotel, dá a John uma hora para fugir. É neste momento que o caçador vira caça, pois há um prêmio de 14 milhões para quem conseguir mata-lo. John e seu novo cachorro saem do Central Park em direção à Times Square (e para quem já viajou à NYC, essas cenas são um deleite), e depois pega um táxi. Pede para o motorista deixar o seu cachorro no hotel, e vai até à Biblioteca Pública de Nova York buscar um “Tíquete” e uma “promissória”, que ele vai utilizar para tentar escapar. Na Biblioteca mesmo um dos matadores tenta assassina-lo, mas John acaba com a vida dele usando um livro. Isso mesmo, um livro. Na hora eu lembrei da frase que tenho visto nas redes sociais: “mais livros, menos armas”. Mas isso é papo para mais tarde.

Tecnicamente, “John Wick 3” não decepciona, assim como os filmes anteriores da franquia: muitas cenas de ação coreografadas com excelência, locações esplendorosas e excelentes atores em seu casting. Neste terceiro episódio, além dos brilhantes Ian McShane e Lawrence Fishburne, temos a participação das divas Anjelica Huston e Halle Berry (e não mexa também com os cachorros dela). Keanu Reeves sempre entrega neste tipo de papel, com pouco diálogo mas muita expressão, além de inovar bastante nas cenas de ação (o momento em que ele sai cavalgando pelas ruas da maior cidade do mundo é simplesmente sensacional). Vale destacar também que nenhum cachorrinho se feriu neste filme: enquanto os cães de Sofia, personagem de Halle Berry, ajudam a acabar com os homens maus e usam até colete a prova de balas, o cãozinho de John Wick ficou completamente seguro em uma espécie de cofre enquanto ele fazia o “serviço”.

“John Wick” é, ao lado de Missão Impossível, uma das minhas franquias de ação favoritas atualmente. E “Parabellum” não só segue o padrão de excelência dos filmes anteriores como eleva o patamar. Gosto bastante do universo estabelecido: com um arsenal bélico incomparável, ao mesmo tempo em que a estrutura da Liga Internacional de Assassinos tem um ar retrô, usando computadores antigos, telefones de disco, quadro-negro e giz. Com muita criatividade nas cenas de ação, mortes de forma surpreendente e locações incríveis, esse é o tipo de filme que não traz grandes lições para a vida, mas que proporciona entretenimento por pelo menos duas horas. Sucesso garantido.

Nota: 10,0

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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