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“Maze Runner: A Cura Mortal” é o terceiro filme da saga, e retoma a história exatamente do mesmo ponto em que parou em “Maze Runner: Prova de Fogo”. A missão de Thomas e seus companheiros desta vez consiste em buscar a cura para uma doença mortal, chamada Fulgor. Ao mesmo tempo em que Clareanos procuram a cura, eles acabam descobrindo os planos da C.R.U.E.L., que podem trazer consequências catastróficas para todos.

O filme inicia com Thomas, interpretado por Dylan O’Brien, e alguns companheiros tentando resgatar Minho, que está preso com outros jovens em um trem. Porém, quando o grupo consegue entrar nos vagões, Minho não está mais lá, então precisam bolar um plano de como acessar as dependências da C.R.U.E.L., para onde ele teria sido levado, e retirá-lo de lá em segurança.

Como sempre foi tendência na franquia, é uma cena interessante de ação, apesar de que a câmera meio desfocada me incomodou um pouco, lembrando-me de “Jason Bourne”, outro filme com diversas cenas de ação e o mesmo tipo de filmagem. A película alterna momentos de tensão com cenas de ação, em uma combinação meio caótica e frenética, como já havia ocorrido nos filmes anteriores da franquia. Thomas e seus amigos estão constantemente expostos a situações de perigo, ainda que nem sempre tenhamos cenas de violência. É mais uma sensação de insegurança do que ter que enfrentar momentos extremos.

No desenrolar da história, deparamo-nos com algumas questões a respeito de traição, de confiança e de perdão, questões bastante comuns nessas sagas direcionadas ao público jovem. A trama conta com várias cenas de ação, momentos de tensão e aventura, e o fato de esses personagens já estarem no seu terceiro filme faz com que a gente se importe com eles, pois já desenvolvemos empatia nos dois episódios anteriores da saga. Aliás, meu personagem favorito é o Newt, vivido pelo ótimo Thomas Brodie-Sangster. A lealdade de Newt a Thomas, a sua disposição a sempre ajudá-lo e a amizade entre eles é um dos pontos principais de “Maze Runner”.

“Maze Runner: A Cura Mortal” faz parte do grupo de franquias de sucesso baseadas em livros e com sucesso entre o público adolescente em geral. Traz elementos recorrentes nessas obras, como um grupo de jovens, um futuro distópico, e a necessidade de união para lutar pela sobrevivência.  Apesar de contar com boas cenas de ação, não aprofunda temas importantes como foi feito em “Jogos Vorazes”, por exemplo, que aborda questões como política, o comportamento da sociedade e da mídia com mais complexidade. Serve como entretenimento, mas não propicia grandes reflexões. O final é um tanto corajoso, mas parece ter algumas pontas soltas, não deixando aquela impressão de história bem-resolvida.

Nota: 7,0.

Roberta Rodrigues

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