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“Me chame pelo seu nome” é uma coprodução realizada por quatro países (França, Itália, Brasil e Estados Unidos), o que também reflete na trama. Baseado em livro homônimo, o filme traz diálogos predominantemente em inglês, mas também há falas em francês, italiano, espanhol e alemão. A história do romance de verão entre Elio e Oliver ocorre no verão da Itália em 1983, o que por si só garante uma bela fotografia, mérito do diretor italiano Luca Guadagnino, que também dirigiu “100 escovadas antes de dormir”. Teve três indicações para o Globo de Ouro (melhor ator em filme dramático, melhor ator coadjuvante em filme dramático e melhor filme dramático), e está bem cotado para o Oscar.

Elio, interpretado por Timothée Chalamet (de “Interestelar” e do inédito ainda no Brasil “Lady Bird”), é um rapaz com seus 17 anos, filho único de uma família de intelectuais. No verão, seus pais recebem um ex-aluno, com seus vinte e poucos anos, de aparência agradável e fala marcante. Desde a primeira vista, Elio fica encantado com Oliver, vivido por Armie Hammer (de “Animais Noturnos”, “A Rede Social”, “O Agente da UNCLE” e “O Cavaleiro Solitário”) , o que acaba sendo recíproco. Os pais do garoto percebem o que está acontecendo, e permitem o relacionamento entre ambos, demonstrando uma mentalidade aberta, especialmente para a época.

“Me chame pelo seu nome” é uma história de amor que é construída aos poucos, o tom não é apelativo e tampouco chocante. A amizade, o carinho e o companheirismo entre Oliver e Elio é descrita com muita delicadeza e cuidado ao longo da trama, e também são retratados as dificuldades, as incertezas e os percalços. A gente acaba “shippando” os dois, pois é um relacionamento fundado em sentimento, não é puramente físico, sexual. O final do filme me lembrou o conceito de amor fati, de Nietzsche. Elio e Oliver foram felizes durante aquele verão que estiveram juntos, e depois aceitaram os seus destinos, sem jamais esquecerem um do outro, nem a bela história de amor que viveram.

Nota: 9,5

Roberta Rodrigues

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