RESENHA – A MELHOR ESCOLHA RESENHA – A MELHOR ESCOLHA
0shares 0Facebook 0Twitter 0Google+ Junte três excelentes atores, uma boa trama tendo guerras como pano de fundo e pronto: temos bom filme garantido. “A... RESENHA – A MELHOR ESCOLHA

Junte três excelentes atores, uma boa trama tendo guerras como pano de fundo e pronto: temos bom filme garantido. “A melhor escolha” conta a história de Doc (Steve Carell), Sal (Bryan Cranston) e Mueller (Laurence Fishburne), que serviram juntos na Guerra do Vietnã e se reencontram anos depois. Sal se aposentou como fuzileiro naval e agora é dono de um bar, onde é o cliente que bebe mais; Mueller se tornou reverendo da Igreja Batista, casou, tem filhos e netos; Doc, depois de passar um tempo na prisão quando estava na marinha, casou, teve um filho, mas perdeu tudo: a esposa morreu no início do ano, de câncer, e agora recebeu a notícia que seu filho, de 21 anos, foi morto na guerra do Iraque.

Doc não vê seus companheiros há anos, mas os procura para pedir que o acompanhem para receber o corpo do seu filho, em Arlington, onde os heróis de guerra são sepultados. Chegando lá, ao conversar com Washington, melhor amigo de Larry (seu filho), Doc toma conhecimento das circunstâncias em que seu filho foi abatido, e decide levar seu filho para ser enterrado ao lado da mãe. A trama se desenvolve basicamente na estrada, na viagem desses três homens para levar o filho morto de um deles para casa. É impossível não se compadecer com o drama desse pai que já tinha perdido a esposa e agora perdeu seu único filho de forma totalmente estúpida.

A história se passa no início dos anos 2000, e  oscila entre momentos muito engraçados, normalmente protagonizados por Sal, e cenas bastante tristes, via de regra capitaneadas por Doc. Mas esse não é um filme bobinho sobre três ex-combatentes contando suas histórias do tempo de mariners, ele faz duras críticas ao posicionamento dos Estados Unidos e a sua política de oferecer “proteção” por meio de seus exércitos pelo mundo inteiro, colocando em risco a vida de milhares de jovens todos os anos. Também há críticas contra a indústria bélica, a necessidade do país sempre estar em guerra, e quantas famílias são destruídas em razão disso. Washinton traz ainda um aspecto bastante interessante: muitos jovens, especialmente aqueles que tiveram uma infância pobre e oriundos de lugares onde impera a vulnerabilidade social, acabam entrando para o exército por ser a única chance de terem um futuro melhor, ainda que saibam que correm o risco de morrer em combate longe de casa.

“A melhor escolha” é aquele tipo de filme que tu vais ao cinema sem muita expectativa e é surpreendido positivamente, tanto pelas excelentes atuações do trio de protagonistas, quanto pela forma que a história contada, mas, principalmente, pela coragem de tocar em um assunto tão delicado para os americanos, como é essa necessidade de sempre estarem em guerra em algum lugar do mundo. Vale muito a pena pela reflexão que proporciona a respeito de um tema importante, que já foi retratado na telona em suas mais diversas facetas.

Nota: 9,0

Roberta Rodrigues

No comments so far.

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *