RESENHA – MISSÃO IMPOSSÍVEL – EFEITO FALLOUT RESENHA – MISSÃO IMPOSSÍVEL – EFEITO FALLOUT
15shares 15Facebook 0Twitter 0Google+ Em meio a inúmeras tentativas por parte dos estúdios em se criar sequências de filmes duradouras e lucrativas, “Missão Impossível”... RESENHA – MISSÃO IMPOSSÍVEL – EFEITO FALLOUT

Em meio a inúmeras tentativas por parte dos estúdios em se criar sequências de filmes duradouras e lucrativas, “Missão Impossível” é um dos principais exemplos hollywoodianos de como fazer uma franquia de sucesso. Desde o primeiro filme, em 1996, já se passaram 22 anos, e chegamos ao sexto episódio ainda com fôlego. Engana-se quem pensa que já teriam se esgotado as histórias de Ethan Hunt e sua turma, tampouco quem acha que Tom Cruise já está, digamos assim, um pouco passado para o papel. Ele entrega atuações cada vez mais qualificadas, em situações mirabolantes e perigosas, e um dos grandes trunfos de “Missão Impossível” é justamente a verdade, seja porque Tom Cruise dispensa dublês, seja porque a maioria das cenas são de fato gravadas na vida real, sem o auxílio da tela verde e do computador.

“Missão Impossível – Efeito Fallout” traz não uma, mas duas tarefas para o grupo: evitar que bombas nucleares sejam detonadas em lugares emblemáticos, como Vaticano, Jerusalém e Capitólio, e ao mesmo tempo evitar a fuga de Solomon Lane, líder terrorista que também foi o vilão em “Missão Impossível – Nação Secreta”. Mas esse não é o único personagem que retorna à franquia: também nos reencontramos com Rebecca Ferguson (a agente britânica Ilsa), a qual, em vários momentos, fará com que nos questionemos sobre que lado ela está. Além, é claro, dos fieis escudeiros de Ethan: Benji, vivido mais uma vez por Simon Pegg; Luther, interpretado novamente por Ving Rhames, e Alan Hurley, com Alec Baldwin no papel.

Além das figurinhas já conhecidas, temos três nomes de peso: Angela Basset (a mãe de T’Challa em Pantera Negra), no papel de Erica Sloan; Vanessa Kirby como a Viúva Branca (princesa Margareth em The Crown); e, é claro, Henry Cavill como Walker, uma espécie de agente que acompanhará a equipe de Ethan na missão, enviado por Erica. Obviamente, desde o início os dois vão bater de frente, e haverá uma tensão no ar. Mas na hora das brigas, normalmente eles se unem, o que nos proporciona cenas de ação com toda a qualidade que estamos acostumados a receber dos filmes da franquia. Ah! E aqui finalmente percebemos toda a importância do polêmico bigode do intérprete de Superman.

Tecnicamente, como já foi dito, as cenas são muito caprichadas e com sequências de prender a respiração e se segurar na poltrona do cinema por minutos. Uma das minhas favoritas é quando Ethan e Walker entram em luta corporal com um sujeito em um banheiro todo branco em Paris. Mas não é só isso: “Missão Impossível – Efeito Fallout” também entrega cenas incríveis de perseguição nos mais diversos meios de transporte: carros, motos e até helicópteros, além, é claro, de cenas no alto de prédios, em precipícios, saltos de avião, entre outras. Quanto ao diretor, Christopher McQuarrie, apesar de contar apenas com quatro filmes no currículo, sendo três em parceria com Tom Cruise (ele também foi diretor de “Missão Impossível – Nação Secreta” e “Jack Reacher”, outro filme de ação bem honesto), o que posso dizer é que ele é muito corajoso em dirigir um astro como o Tom em cenas perigosíssimas (e maravilhosas). Christopher tem muita habilidade para conduzir cenas de ação, com carros em movimento, e também cenas de lutas e tiroteio, que são elementos fundamentais neste tipo de história.

Não sei dizer se “Missão Impossível – Efeito Fallout” é o melhor filme da franquia, mas afirmo que ele é impecável durante as suas quase duas horas e meia de duração, que, aliás, passam voando como o Tom Cruise pendurado no helicóptero. É necessário prestar muita atenção na trama para não perder os detalhes e assim compreender as reviravoltas do enredo. É uma obra que entrega o prometido: um filme de ação, de espionagem, de perseguição e pancadaria. Para quem aprecia filmes do gênero, é um prato cheio.

Nota: 10,0.

Roberta Rodrigues

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