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RESENHA – O MENINO QUE QUERIA SER REI

Eu já perdi a conta de quantas vezes Hollywood tentou contar a história do Rei Arthur e a Lenda da Excalibur nos cinemas. A mais recente, “Rei Arthur: A Lenda da Espada”, foi um fracasso retumbante de crítica e de bilheteria, mesmo contando com atores do calibre de Charlie Hunnam e Jude Law em seu elenco. “O menino que queria ser rei” traz uma abordagem completamente diferente dos seus antecessores, mas parece que, nem assim, consegue conquistar o público.

O filme nos apresenta Alex, um menino que vive na Inglaterra dos dias atuais, que junto com seu amigo Bedders sofre bullying dos meninos mais fortes da escola. Alex é um autêntico outsider, até que ele encontra, em uma obra, a espada Excalibur, que abre uma espécie de portal para outra dimensão, onde ele tem que enfrentar monstros e seres fantásticos para salvar o seu país. O pai de Alex é ausente, mas teria dado de presente a ele um livro sobre a lenda dos cavaleiros da Távola Redonda, o que faz com que Alex acredite, de fato, que ele é uma “versão” repaginada do Rei Arthur.

A trama faz paralelos interesantes com a política e a questão do Brexit, mas perde a oportunidade de se aprofundar no tema. A ideia de mostrar a já tão conhecida história com crianças que vivem no nosso tempo até tem seus méritos, mas acredito que funcione mais para crianças na faixa dos dez anos. Os efeitos visuais oscilam: alguns são bem críveis, outros deixam a desejar. Quanto às atuações, bem, Alex é interpretado por Louis Ashbourne Serkis, filho de Andy Serkis, e ele até está bonitinho no papel. A versão adulta do Mago Merlin é vivida por Patrick Stewart e a vilã Morgana por Rebecca Ferguson, que entregam um bom resultado, mas nada de muito especial.

No final das contas, “O menino que queria ser rei” é um filme bem estilo Sessão da Tarde, que tenta pegar carona nas produções com crianças que têm feito sucesso, como Stranger Things, It – A Coisa, entre outras. Ele traz uma versão diferente de uma história já conhecida e muitas vezes contada um pouco melhor que suas antecessoras, mas nada que a torne essencial ou definitiva. Filme bom para as férias com as crianças.

Nota: 7,0

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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