RESENHA – O PASSAGEIRO RESENHA – O PASSAGEIRO
4shares 4Facebook 0Twitter 0Google+ “O Passageiro” é um daqueles filmes de ação e mistério eficientes, que mantêm a tensão no ar do início ao... RESENHA – O PASSAGEIRO

“O Passageiro” é um daqueles filmes de ação e mistério eficientes, que mantêm a tensão no ar do início ao fim. Ele conta a história de Michael Woolrich, um ex policial de 60 anos que há 10 trabalha em uma empresa de seguros. Michael e sua família estão endividados e precisam pagar a faculdade do filho adolescente, mas ele é demitido faltando 5 anos para a sua aposentadoria. Neste mesmo dia em que é comunicado da sua demissão, Michael toma o trem para casa, como faz diariamente, e recebe uma proposta de uma mulher desconhecida: 100.000 dólares para encontrar e identificar uma pessoa que estará fazendo aquela viagem. Michael, interpretado por Liam Neeson, pega aquele mesmo trem todos os dias há anos, e conhece as pessoas que habitualmente fazem aquele trajeto. Pressionado pelo fato de ter sido demitido, ele aceita a proposta, e a partir daí começa uma corrida contra o tempo para encontrar a pessoa escondida.

A trama se desenvolve dentro do trem durante as quase duas horas de filme. E apesar de ser um “filme de trem”, não é um filme de poesia, apesar de Michael estar sempre lendo romances clássicos na viagem. “O Passageiro” é um filme que mescla vários gêneros, como ação, drama, mistério, e desenvolve todas essas nuances com muita eficiência. Já vimos Liam Neeson interpretar  personagens semelhantes, como o Bryan Mills de “Busca Implacável”, mas aqui parece que temos mais verdade, tanto na história quanto na motivação. Aliás, considero Liam um ótimo ator, pois já interpretou excelentes papéis em outros gêneros, como Oskar Schindler em “A lista de Schindler”, e recentemente Mark Felt em filme homônimo.

Durante todo o desenrolar da história, tornamo-nos detetives e tentamos, junto com Michael, descobrir quem é o passageiro misterioso a ser encontrado. Há diversos personagens secundários, mas a trama é totalmente centrada em Michael, e isso é perceptível não só pela história contada, mas também pela fotografia, pela forma em que as cenas são filmadas. Há um plot twist interessante no terceiro ato, e apesar de o final ser um tanto previsível, “O Passageiro” é uma história bem contada e bem dirigida, mérito do diretor Jaume Collet-Serra, repetindo com Neeson a parceria de “Sem escalas”, e que também fora diretor de “Águas Rasas”,

Concluindo, “O Passageiro” não é uma obra profunda, uma pérola da sétima arte, cheia de metáforas e personagens com camadas, ainda que em dado momento nos questionemos a respeito do caráter de Michael e do porquê ele aceitou a proposta. Entretanto, isso não retira as qualidades do filme, pois ele entrega o que promete: boas cenas de ação, um drama com o qual nos compadecemos, e momentos de tensão durante as quase duas horas de filme.

Nota: 9.0

Roberta Rodrigues

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