RESENHA – O PREDADOR RESENHA – O PREDADOR
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Dar continuidade a uma franquia de sucesso depois de mais de trinta anos de seu início é sempre um grande risco. A nova abordagem pode dividir opiniões, agradando a alguns e irritando os fãs mais nostálgicos. É isso que ocorre em “O Predador”, ele alterna bons e maus momentos, ora respeitando a história original, ora descambando para um filme engraçadinho. Esse humor em um filme que era pra ser uma mistura de Sci-fi, terror e ação tem a assinatura de Shane Black, responsável pela comédia “Dois Caras Legais” (com Ryan Gosling e Russell Crowe”, e pelo controverso “Homem de Ferro 3”, que tem um tom completamente diferente dos outros dois filmes da trilogia, e que é criticado até hoje pelos fãs do personagem, por ter desconstruído a sua própria história e de um de seus principais inimigos, o Mandarim.

Voltemos ao “novo Predador”: é aquela história, um sniper está em uma missão e avista uma nave, e dela desce um alienígena, que mata a sua equipe. Ele recolhe algumas peças da “armadura” do ET e manda pelo correio para sua casa, onde são recebidas por seu filho, um menino prodígio, vivido pelo fofíssimo Jacob Tremblay (de “Extraordinário” e “O quarto de Jack”). Esse soldado é “tirado de circulação” e encontra alguns malucos veteranos de guerra em um ônibus. Paralelamente, uma bióloga é chamada pelas Forças Armadas para analisar o exemplar de alien recolhido, só que ele se revolta, sai matando todo mundo na base e foge. Ele vai em busca da manopla e da máscara, que estão com o filho de McKenna. E aí começa a caçada ao Predador.

O núcleo do roteiro não é nada original, as diferenças, e talvez os méritos do filme, estão na dinâmica do grupo de soldados com algum distúrbio que passam a formar a equipe de McKenna, interpretado por Boyd Holbrook (e aqui eu preferia ter visto um ator de peso como protagonista). Neste grupo, temos caras bem conhecidas de filmes e séries, como Trevante Rhodes (de Moonlight, 12 Herois, Westworld), Keegan-Michael Key, que tem um ótimo timing para piadas (da série Friends From College), Sterling Brown (de This is Us), e Alfie Allen (o Theon Greyjoy, de Game of Thrones). Olivia Munn interpreta a bióloga Casey Brackett, que tem habilidades de luta e de manejo de armas que não foram explicadas, e ela não me convence. Gosto do humor e de como as cenas de ação são dirigidas, achei bem decente. Mas algumas coisas me incomodam na trama, o roteiro é um pouco confuso e as soluções mirabolantes acabam saltando aos olhos e tornando a história pouco convincente.

“O Predador” me surpreendeu pelas risadas que me proporcionou, e pelas cenas de lutas relativamente bem coreografadas, mas ficou devendo um pouco no quesito ficção científica e na tensão que eu esperava sentir na presença do personagem que dá nome ao filme. Há partes que eu gosto, outras desgosto. Algumas coisas são explicadas demais, outras são absurdas. E isso faz com que seja um filme nem ótimo, nem horrível, mas ok.

Nota: 8,0

Roberta Rodrigues

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