RESENHA – O PRIMEIRO HOMEM RESENHA – O PRIMEIRO HOMEM
0shares 0Facebook 0Twitter 0Google+ Confesso que fui assistir a esse filme desconfiada, pois não costumo gostar das obras do Damien Chazelle. Achei “Whiplash” e... RESENHA – O PRIMEIRO HOMEM

Confesso que fui assistir a esse filme desconfiada, pois não costumo gostar das obras do Damien Chazelle. Achei “Whiplash” e “La-la-land” enfadonhos, o melhor título dirigido por Chazelle, para mim, era “Rua Cloverfield,10”. E quanto aos atores, bem, acho o Ryan Gosling inexpressivo e não dou sorte com os filmes do Jason Clarke. Entretanto, o roteiro parecia promissor, e tinha a Claire Foy no elenco. No final das contas, fui surpreendida positivamente.

“O Primeiro Homem” conta a história de Neil Armstrong, desde a sua entrada na NASA, até se tornar o primeiro homem a pisar na Lua. Mas não é só isso: a trama mostra também os dramas pessoais vividos por Neil, como a perda de uma filha, Karen, ainda criança, por conta de um tumor no cérebro. Acompanhamos também detalhes da Corrida Espacial, a briga entre os Estados Unidos e a União Soviética para serem os pioneiros, e todo o contexto dos anos sessenta. A obra não doura a pílula: traz, também, os problemas ocorridos durante os programas espaciais, como as falhas, e as mortes de astronautas ocorridas inclusive em simulações.

A história da chegada do homem à Lua não é inédita, mas o fato de ter sido reproduzida com maestria nos brinda com um filme primoroso. Apesar da longa duração, em momento algum ficamos com a sensação de que alguma cena está sobrando. O roteiro é linear, coeso, redondinho. A trilha sonora é impecável e a fotografia, com um ar de anos sessenta, é perfeitamente adequada. Quanto às atuações, Claire Foy (a rainha Elisabeth de “The Crown”) está maravilhosa, e quando ela contracena com Ryan Gosling (que interpreta Neil), fica evidente a diferença de interpretação entre eles. Mas isso não chega a comprometer o filme, em momento algum.

Desde que foi apresentado nos Festival de Toronto, “O Primeiro Homem” tem sido bastante elogiado pela crítica. E esse buzz todo é com razão: o filme é muito bem produzido, e tem cara de Oscar. Vale a pena assistir em IMAX, por conta das cenas belíssimas no espaço. É uma obra que faz jus a um dos grandes momentos da história da humanidade. Vale muito a pena ser vista e revista.

Nota: 10

Roberta Rodrigues

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