Resenha: O Rei do Show Resenha: O Rei do Show
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Teve gente que chamou o Rei do Show de “o filme do Wolverine dançante”, mas, é mais profundo que isso. Ele conta a história de P. T. Barnum, um homem de origem humilde que arrisca tudo para ganhar a vida com entretenimento, primeiro com um museu, e depois expondo figuras pitorescas, e paralelamente busca ser aceito pela família de Charity, sua paixão de infância e nascida em uma família abastada.

Como eu disse, a história tem a sua complexidade, ao tratar do preconceito, dos excluídos, dos outsiders. E isso vai desde a forma como a família de Charity trata P. T. Barnum, que era filho de alfaiate, até a reação das pessoas ao ver as figuras pitorescas exibidas por Barnum em seu espetáculo, tratadas na época como verdadeiras aberrações. Durante a trama vemos Barnum enfrentar muitas adversidades, correr riscos, cair e levantar, mas principalmente percebemos o amor que ele deposita em tudo que faz. Quanto aos seus artistas, transparece a sua humanidade, a sua beleza interior e a dificuldade em viver em um mundo no qual todos são julgados pela sua aparência.

O Rei do Show é um musical agradável, com bons números e figuras carismáticas. Hugh Jackman, que já havia mostrado suas habilidades vocais em “Os Miseráveis”, brilha em números de canto e dança, lançando mão de seu carisma que conquistou os fãs da franquia X-Men ao longo dos anos. Jackman funciona bem com Zac Efron, que surpreende com sua atuação, em que pese o final previsível de seu personagem. Cito ainda o meu número favorito no filme, com Zac Efron e Zendaya nos trapézios, impossível não se emocionar com a performance.

A história não é surpreendente e tampouco chocante, mas é aquele filme estilo “sessão da tarde”, que prende, emociona, e nos deixa com um sorriso no rosto ao final, além de ter uma fotografia muito bonita e uma trilha sonora agradável. Vale a pena conferir e se deliciar.

Nota: 7,5.

Roberta Rodrigues

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