RESENHA – OPERAÇÃO RED SPARROW RESENHA – OPERAÇÃO RED SPARROW
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Os primeiros cinco minutos do filme mostram Dominika, a primeira bailarina do Bolshoi, fazendo uma belíssima apresentação, mas com um desfecho que faz com que a gente fique desconfortável na poltrona do cinema. Pronto, já foi criado o laço de empatia e estamos completamente comprometidos com a protagonista, e seguiremos ao lado dela até o desfecho da trama, sejam quais forem as suas escolhas.

“Operação Red Sparrow” é um thriller de espionagem com ação e momentos de suspense, daqueles que nós mantêm de olhos vidrados na telona do início ao fim. Seguindo a linha de filmes eficientes de ação (como as franquias Jack Reacher e John Wicki, e mais recentemente Atômica, protagonizado por Charlize Theron), esta obra nos traz Jennifer Lawrence interpretando Dominika, que, ao ver sua carreira de bailarina desmoronar, acaba cedendo à pressão do seu tio que trabalha no governo russo para entrar para o programa de Sparrows, espiões fortemente treinados para as mais diversas situações extremas, inclusive sendo preparada para utilizar a sedução como uma de suas principais armas. A história tem um quê de Guerra Fria, e o treinamento de Dominika lembra o mesmo de Natasha Romanoff, a Viúva Negra, mostrado em “Vingadores – A Guerra de Ultron”. A disciplina levada até os limites da tortura e a busca pela excelência no treinamento nos deixa completamente desconfortável em algumas cenas, o que penso ser um grande trunfo do filme.

Em sua jornada como espiã, Dominika acaba conhecendo Nate, interpretado por Joel Edgerton (que recentemente fez Nick, o Orc de Bright), um espião da CIA, e os dois acabam tomando decisões perigosas e seguindo por caminhos que não haviam planejado. O resultado é um filme recheado de momentos de tensão, reviravoltas e com todos os ingredientes necessários para uma boa trama de mistério.

Dirigido por Francis Lawrence, que também foi o responsável pela trilogia “Jogos Vorazes” e por “Eu sou a Lenda”, “Operação Red Sparrow” traz belas sequências de ação e um estilo de filmagem bastante agradável aos olhos. J. Law., mais uma vez, mostra porque já foi indicada mais de uma vez ao Oscar, e dá vida com maestria para essa moça russa que só queria ser bailarina, mas que por circunstâncias da vida (sustentar a mãe doente), teve que entrar para o mundo da espionagem e despir-se de seus receios, mas sem perder a sua essência. Espero que “Operação Red Sparrow”, a exemplo dos filmes de ação citados acima, também se torne uma franquia, e possamos acompanhar mais histórias vividas pela espiã Dominika.

Nota: 9,5

Roberta Rodrigues

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