Resenha: Os Inumanos (Sem Spoilers) Resenha: Os Inumanos (Sem Spoilers)
10shares 10Facebook 0Twitter 0Google+ Antes de começar a falar sobre esta serie que teve seus 2 primeiros episódios compactados para uma versão “media metragem”... Resenha: Os Inumanos (Sem Spoilers)

Antes de começar a falar sobre esta serie que teve seus 2 primeiros episódios compactados para uma versão “media metragem” exibida em IMAX, temos que relembrar que anteriormente Os Inumanos estavam no calendário da Marvel Studios para ser um longa metragem que seria lançado em 2018. Ao mesmo tempo a serie Agents of Shield abordava os Inumanos com uma leitura própria baseada na trama da serie que iniciou conectada ao MCU (Marvel Cinematic Universe) e tomou outros rumos distantes.

O longa metragem Os Inumanos fora prorrogado para 2019 e logo depois descartado dando lugar a uma serie, esta que assistimos e falaremos a partir de agora SEM SPOILERS.

Os Inumanos iniciar com uma abertura muito elaborada que dura mais de 2 minutos com insígnias tribais, luzes de neon e letreiros bonitos que tentam criar uma grandiosidade digna dos personagens dos quadrinhos. Basta iniciar a primeira cena daquela perseguição vista nos trailers que os problemas da produção acabam sendo visíveis até demais.

O episódio inicial tem 75 minutos, ele não soa como filme, nem como serie, as tomadas não possuem a profundidade usada no cinema e sequer explora a tecnologia IMAX, não temos a sensação de escala, é tudo muito compacto. O visual da serie entrega que trata-se de uma produção de baixo orçamento, o excesso de luz esconde o que deveria ser mostrado, como exemplo podemos citar Attilan, o lar dos Inumanos que fica em um local oculto da lua onde as câmeras e radares humanos não conseguem chegar. O lugar não impõe sua presença física, apesar das tentativas. As dependências dos quartos reais não parecem algo extraordinário como deveria ser, e quando aparecem as minas é que temos uma pequena noção daquele lugar.

O visual dos personagens são muito simples, sequer parece que são de seres humanos aperfeiçoados com tecnologia alienígena.

Sobre os personagens:

Temos o rei Raio Negro (Anson Mount), sua rainha Medusa (Serinda Swan), o conselheiro Karnak (Ken Leung), o líder militar Gorgon (Eme Ikwuakor), O aquático Triton (Mike Moh) , A irmã da Medusa Crystal (Isabelle Cornish) e o traidor Maximus (Iwan Rheon, além do gigante de cristal e do cão teletransportador Dentinho, destaque e ponto positivo, apesar da clareza que trata-se de um CGI de média qualidade (acreditem, em IMAX ficou muito artificial, assim como os cabelos da Medusa em ação, estes que inteligentemente só aparecem depois e 30 minutos de projeção).

A trama tem espaço para um bom desenvolvimento, mas, Maximus está muito longe de ser um vilão que se compare a Loki, ou até mesmo seu excelente Ramsay Bolton de Game of Thrones. A parte interessante é sobre os humanos que não desenvolveram as habilidades…bem, sem spoilers…

A trama gira muito em torno da realeza, da tentativa de Maximus em liderar seu povo e sua insignificância com os terráqueos.

Pensem que há um trono, um rei e um invejoso querendo o seu lugar…

Clichê? Talvez, mas um clichê que poderia ser melhor digerido se fosse feito com mais orçamento e respeito a Jack Kirby e Stan Lee.

Nota 2/5.

André Pacheco

Fundador

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