RESENHA – PEDRO COELHO RESENHA – PEDRO COELHO
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A sequência inicial de “Pedro Coelho”, com o protagonista que dá nome ao filme correndo no gramado junto com suas irmãs e seu primo é uma daquelas cenas que prende a tua atenção de cara, pois é muito bem feita. A história se passa no interior da Inglaterra, onde Pedro, sua família e outros animais se alimentam das frutas e verduras roubadas da horta do Seu Severino, um velho rabugento que vive fazendo de tudo para se livrar dos animais. Mas eles têm uma protetora, a Bia, uma pintora que mora sozinha no campo para poder fazer suas obras, inclusive retratando os próprios coelhinhos.

No decorrer da trama, ficamos sabendo que Sr. Severino matou o pai de Pedro Coelho, que guarda esse trauma consigo. Certo dia, Pedro está na horta do velho e ele acaba tendo uma parada cardíaca e morrendo, então os animais invadem a casa e fazem a festa. Porém, Severino tinha deixado um herdeiro: um sobrinho que mora em Londres e não tem nenhuma intimidade com o campo. Thomas é interpretado por Domhall Glesson, excelente ator de “Harry Potter”, “Ex Machina”, “Questão de Tempo”, “Black Mirror”, e aqui ele demonstra que também leva jeito para a comédia, pois a sua interação tanto com Bia (vivida por Rose Byrne) quanto com os coelhinhos funciona muito bem.

Filmes que contam com animação interagindo com seres humanos sempre são um risco e nem sempre o resultado é bom. Porém, nesse aspecto “Pedro Coelho” é bem eficiente: não só os cinco coelhos, mas todos os outros animais, como o galo, o porco, o alce, o porco espinho são muito bem feitos e são bastante convincentes. A história conta com bastante ação, já que em diversos momentos da trama os coelhos têm que fugir de Thomas, que quer exterminá-los, ao mesmo tempo em que se envolve com Bia, que faz de tudo para defendê-los.

“Pedro Coelho” é um filme divertido, com trilha sonora agradável e uma bela fotografia. Apesar da polêmica com as pessoas que tem alergia (os coelhos se aproveitam da alergia de Thomas à amora e quase o matam por isso), acho ele bastante adequado para crianças. A história tem uma boa dinâmica, cenas bastante elaboradas e os animais são bem convincentes. Acredito que agrade aos adultos, mas principalmente às crianças, já que é uma história leve, engraçada e consistente.

Nota: 8,5

Roberta Rodrigues

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