RESENHA – PEQUENA GRANDE VIDA RESENHA – PEQUENA GRANDE VIDA
0shares 0Facebook 0Twitter 0Google+ “Pequena Grande Vida” é o filme mais recente de Alexander Payne, Diretor de Nebraska, que costuma abordar com profundidade as... RESENHA – PEQUENA GRANDE VIDA

“Pequena Grande Vida” é o filme mais recente de Alexander Payne, Diretor de Nebraska, que costuma abordar com profundidade as relações pessoais e o cotidiano. A história começa mostrando que cientistas conseguiram promover o encolhimento das células humanas, como resposta à superpopulação e aos problemas ambientais, como a poluição. Para as pessoas que se submetem à miniaturização, as vantagens principais são econômicas, pois a vida em tamanho reduzido custa muito menos.

Frente a isso, surgem algumas questões polêmicas: os normais entendem que os pequenos consomem menos, portanto o seu voto deveria ter peso menor, por exemplo. Mas essas questões importantes são completamente esquecidas a partir do segundo ato, quando Paul, personagem vivido por Matt Damon, conhece Dusan, interpretado com maestria pelo sempre brilhante Christopher Waltz, que mais uma vez rouba a cena.

O ingresso de Dusan na história vem acompanhado de Ngoc Lan Tran, uma vietnamita que militava pelas causas ambientais e foi encolhida como forma de punição. Essa possibilidade de os governos utilizarem o downsizing como punição também se mostra um debate interessante, mas igualmente fica pelo caminho. A partir deste momento a trama envereda para a abordagem do altruísmo, das conseqüências da redução de tamanho, e mostra que nem tudo é perfeito, também há pobreza no mundo pequeno.

O filme alterna momentos engraçados, via de regra protagonizados por Dusan, e outros um tanto enfadonhos. A personagem Ngoc Lan Tran, apesar de toda a sua bondade, é autoritária e isso a torna chata aos meus olhos. Matt Damon tem uma boa atuação, e os efeitos são bastante honestos, mas infelizmente o enredo apenas tangencia vários temas e não se aprofunda em nenhum, além de ter uma final meio piegas e um tanto previsível.

Nota: 6,5

Roberta Rodrigues

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