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RESENHA – RAMBO: ATÉ O FIM

A importância de Sylvester Stallone na consolidação do cinema de ação e construção de franquias é inegável. Tanto Rocky quanto Rambo foram séries longevas que colhem frutos até hoje. E apesar de eu ter assistido os primeiros filmes quando era criança, só hoje, depois de rever os filmes, consegui entender todo o significado de Rambo, a sua abordagem, a crítica às mazelas da guerra, e outras problemas que assolam os ex-combatentes.

“Rambo: Até o fim” traz mais um capítulo na vida de John Rambo, agora já um senhor de idade que vive em uma fazenda no Arizona, onde nasceu, mas que continua tentando ajudar as pessoas. No início, vemos a sua decepção ao não conseguir salvar um casal do afogamento. Rambo mora com Maria, uma senhora, e Gabriela, sua sobrinha e uma espécie de “filha adotiva”. A mãe de Gabriela morreu de câncer quando ela era criança, e o pai a abandonou. Porém, uma amiga de Gabriela descobre o paradeiro de seu pai no México, e a menina, como todo adolescente inconsequente, vai até lá para encontrá-lo. Como de praxe, esse reencontro é frustrante e, para piorar as coisas, ela é capturada por uma espécie de cartel que rapta meninas para serem prostitutas. Rambo descobre e vai atrás para salvá-la. E aí começa aquela carnificina digna de um filme de Tarantino.

A exemplo do quarto filme da franquia, “Rambo: até o fim” tem muita violência gráfica, cenas cruas e extremamente desconfortantes. As cenas trazem muito sangue, órgãos mutilados, membros decepados e uma fotografia com aparência suja, amarela, agressiva. Não é o tipo de violência que eu gosto de ver, eu prefiro cenas de lutas coreografadas e pancadaria (como em John Wick e na série do Demolidor), mas reconheço a sua eficiência. Stallone sabe como fazer esse tipo de cena e entrega o resultado que já estamos habituados a ver.

A trama demora um pouquinho para engrenar, e depois é uma correria só. A ideia de trazer vilões mexicanos é um pouco perigosa nos tempos atuais, pois pode ser mal interpretada. Porém, a história que o filme quer contar é sobre a trajetória de Rambo, suas dores, seus traumas, suas perdas e como a guerra o tornou um homem que tem sua própria noção de justiça, ainda que ele tenha passado a ser mais humano com o passar do tempo, pois em sua época de combatente, ele foi forjado para ser somente uma máquina de matar. Enfim, acho que John Rambo merecia uma despedida mais digna.

Nota: 8,0

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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