RESENHA – RAMPAGE: DESTRUIÇÃO TOTAL RESENHA – RAMPAGE: DESTRUIÇÃO TOTAL
6shares 6Facebook 0Twitter 0Google+ “Rampage – Destruição Total” é mais uma obra do gênero FAAC (Filmes de Ação com Atores Carecas). Neste grupo, ainda... RESENHA – RAMPAGE: DESTRUIÇÃO TOTAL

“Rampage – Destruição Total” é mais uma obra do gênero FAAC (Filmes de Ação com Atores Carecas). Neste grupo, ainda se incluem, além do The Rock, o Vin Diesel, o Jason Statham e o Bruce Willis. Não são pérolas da sétima arte, mas as cenas de ação e as piadinhas rendem diversão por umas duas horinhas. Normalmente. Este mais recente filme do The Rock é baseado em um game, e conta a história de Davis Okoye, um ex militar que atualmente é primatologista e lida com gorilas. Em dado momento, George, um gorila albino tratado por Davis, entra em contato com uma substância, aumenta de tamanho e fica agressivo, e durante a trama acompanhamos a busca de Davis pela cura de George. Essa substância é uma mistura das melhores características dos animais: crescimento, autocura, longevidade. Achei o conceito interessante, porém mal explorado. Não fica claro o porquê de criarem tal substância, qual seria o seu uso etc. Isso ficou perdido pelo caminho na trama.

George é um gorila muito esperto. Ele se comunica pela linguagem de sinais e faz até piadas (aliás, a melhor do filme é justamente feita por George, ao final). Ele tem uma relação de carinho e amizade com Davis, que o salvou de caçadores quando ainda era um filhote e teve seus pais assassinados. George é o melhor personagem do filme, impossível não sentir empatia por ele. Davis, personagem de The Rock, é aquele sujeito que ele interpreta sempre: fortão, bem-humorado e sempre disposto a salvar o mundo.

O CGI oscila muito. Em algumas cenas ele é bem feito; em outras, como na cena em que um dos monstros engole uma mulher, ele é sofrível e parece meio amador. As cenas de invasão da cidade pelos monstros mostra um cenário de destruição e é interessante. As atuações são regulares. Quanto ao The Rock, já o vi fazer papéis mais interessantes, como recentemente em Jumanji. Em “Rampage”, as piadas são meio sem timing, tanto que não ouvi nenhuma reação no cinema. Ou seja, não funcionam.

Assim: para quem gosta desse estilo de filme, “Rampage – Destruição Total” é OK. Não é uma obra-prima, tampouco traz lições para vida. E mesmo dentro do gênero FAAC, podemos encontrar obras que funcionam melhor. Mas, para quem curte ver nas telonas gorilas gigantes, monstros e cidades destruídas, talvez valha a pena conferir nas telonas.

Nota: 6,0

 

Roberta Rodrigues

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