RESENHA – ROBIN HOOD: A ORIGEM RESENHA – ROBIN HOOD: A ORIGEM
0shares 0Facebook 0Twitter 0Google+ Uma história que já foi contada várias vezes, para convencer, ela tem que ser aprimorada a cada versão. Tem que... RESENHA – ROBIN HOOD: A ORIGEM

Uma história que já foi contada várias vezes, para convencer, ela tem que ser aprimorada a cada versão. Tem que trazer novas abordagens, novos pontos de vista, novos conceitos. Infelizmente não é o que acontece com “Robin Hood: a Origem”, que é um filme que desperdiça bons atores, é uma bagunça, e só não é totalmente esquecível porque é demasiadamente cafona.

Por se tratar de um filme de origem, ou pelo menos pretender sê-lo, a obra tenta contar a história de Robin de Loxley, um nobre  que lutou nas Cruzadas e é dado como morto. Ele retorna à Nottingham, e percebe que perdeu tudo: as terras da família, as riquezas e a sua amada. Dentro desse cenário de violência gratuita, corrupção e luta de classes, surge a ideia de roubar o dinheiro que o xerife toma das pessoas, e o dinheiro da Igreja para dar aos pobres, que são incitados a começar uma revolução (?). Robin Hood não age sozinho: ele conta com a parceria Yahya, um homem que conheceu na guerra e passa a servir como seu mentor, inclusive lhe dando treinamentos muito similares ao crossfit. Seria engraçado se não fosse bizarro.

A película tem alguns méritos, mas não muitos: algumas cenas de brigas são bacanas e a ação até que é convincente. Mas o roteiro é sofrível e os diálogos completamente bregas. Apesar de contar com dois bons atores como protagonistas, como Taaron Egerton (de Kingsman) no papel principal, e Jamie Foxx como seu sidekicker (de Django Livre!), pouca coisa se salva no filme. O diretor, Otto Bathurst, até que é promissor, tendo trabalhado em episódios de séries como Peaky Blinders e Black Mirror, mas o trabalho dele aqui não é nada recomendável.

Enfim, essa foi mais uma tentativa fracassada de recontar um clássico e começar uma franquia. A tendência é que flope e não tenha sequência. E sinceramente, é um filme completamente desnecessário e superficial. Os estúdios deviam ter mais cuidado ao refilmar histórias como essas. Recentemente, vimos uma tentativa frustrada com Rei Arthur, e agora com Robin Hood. O que eu peço é mais respeito com esses personagens que conhecemos há tempos e pelo quais temos carinho. Parem.

Nota: 5,0

Roberta Rodrigues

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