Sicário – Dia do Soldado Sicário – Dia do Soldado
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Estamos presenciando atualmente um processo de “franquização” na indústria cinematográfica, principalmente nos filmes de ação, no qual se busca fidelizar os fãs  por meio de histórias que podem ter continuidade, e assim também aumentar os lucros. Se por um lado o fato de o público já conhecer os personagens pode fazer com que o resultado nas bilheterias seja maior, por outro, a falta de ineditismo sempre vai pesar contra os filmes subsequentes, que terão de ser muito criativos para superarem o primeiro.

“Sicário: Dia do Soldado” é uma sequência de “Sicário: Terra de Ninguém”, lançado em 2015. Temos a volta da dupla Matt Graver, vivido pelo onipresente Josh Brolin (também temos uma brolinização dos filmes em 2018, já que o vimos em “Vingadores: Guerra Infinita” e em “Deadpool 2), aquele agente do governo inescrupuloso e que faz o trabalho sujo por debaixo dos panos, e Alejandro, interpretado mais uma vez por Benício del Toro, que é o parceiro de Matt nessas empreitadas.

O filme toca em temas bastante importantes no momento, como os cartéis de drogas atuando no tráfico de pessoas, dando acesso, inclusive, a terroristas. Isso vai ao encontro das políticas adotadas pelo governo Trump em relação aos imigrantes ilegais, tema bastante polêmico e delicado. Mas a história não se aprofunda nesta questão, e o seu foco é desmantelar um dos principais grupos que comandam o tráfico na fronteira com o México, comandada por Reyes. Entretanto, o que eles buscam é uma guerra entre os próprios traficantes que dividem o “mercado”. E, para isso, Matt e Alejandro vão sequestrar a filha de Reyes, Isabel, mas fazendo parecer que isso foi obra do grupo rival.

Se o roteiro me parece mais linear do que o primeiro “Sicário”, ainda que tenha alguns problemas e um plot twist bizarro e inacreditável na última meia hora, a direção não é tão brilhante, até por que “Sicário: Terra de Ninguém” foi capitaneado pelo excelente Denis Villeneuve, e aqui temos Stefano Sollima, que traz ótimas cenas de ação, mas lhe falta um verniz. A fotografia do filme é bem convincente, ainda que em alguns momentos a gente olhe e pense: “isso foi feito no computador”, mas nada que atrapalhe, já que tal prática é comum nos filmes de ação. Os protagonistas, que são verdadeiras personificações de anti-heróis, têm boas atuações e, por mais que saibamos que estão agindo errado, é impossível não se importar com eles e não torcer por eles, principalmente por Alejandro, quando entendemos as suas motivações e o dilema moral que ele tem de enfrentar. É um filme honesto, que entrega o que promete, e vale a pena para quem gosta de obras com muito tiro, mortes, sangue e explosões.

Nota: 7,5

Roberta Rodrigues

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