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“Sobrenatural: A Última Chave” é o quarto filme da franquia, iniciada por James Wan (de Invocação do Mal e Jogos Mortais) em 2010. A história se passa em 2010, antes dos acontecimentos do primeiro filme, e inicia com um flashback de 1953, com a Elise ainda criança já tendo que lidar com seus dons. A trama mostra como era a família de Elise, que seu pai era um agente penitenciário bastante rigoroso, sua mãe era doce e sabia dos “poderes” de Elise, e sempre a protegeu, assim como seu irmão, Christian.

A história volta para 2010, quando Elise é chamada para atender uma ocorrência na mesma casa onde viveu durante a sua infância, na qual teve suas primeiras experiências mediúnicas e que sua mãe faleceu, nas mãos de um “demônio” trazido do Além pela própria Elise, o que faz com que ela se sinta culpada por isso. O pai de Elise sempre renegou as habilidades da filha, e a agredia por isso. No retorno a sua terra natal, junto com seus parceiros Specs e Tucker, Elise se depara com seu passado, com as histórias que viveu naquela casa, e acaba encontrando o seu irmão mais novo Christian, que se sentiu abandonado quando ela saiu de casa aos 16 anos. O cerne da trama está muito mais focado na relação de Elise com sua família, seus medos e a origem de seus dons, do que exatamente no combate aos espíritos. Mesmo se passando mais no mundo real do que no Além, a história é bem contada e o roteiro é cumpridor.

Como suspense e mistério, o filme é bastante eficiente, trazendo diversos momentos de tensão, não caindo no bizarro. Por ser uma história que fala de espíritos que assombram, ele é bastante crível e aceitável. A atuação de Lin Shaye é impecável e ela realmente é a alma do filme, mas o alívio cômico tentado por Leigh Whannel (Specs) e Angus Sampson (Tucker), especialmente nas cenas com as filhas de Christian me incomodou um pouco e pareceu fora de propósito. Já a relação com Elise funciona muito bem, mostrando uma boa química entre os três personagens. Em suma, ainda que eu não seja uma adepta do gênero terror, achei o filme bastante decente, entregou o que prometia, e pelo desfecho acredito que teremos sequência desta franquia.

Nota: 7,0

Roberta Rodrigues

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