RESENHA – SOMENTE O MAR SABE (com spoilers) RESENHA – SOMENTE O MAR SABE (com spoilers)
4shares 4Facebook 0Twitter 0Google+ Para começar, aviso que esta resenha terá muitos spoilers, pois irei abordar alguns pontos que me deixaram bem incomodada. “Somente... RESENHA – SOMENTE O MAR SABE (com spoilers)

Para começar, aviso que esta resenha terá muitos spoilers, pois irei abordar alguns pontos que me deixaram bem incomodada. “Somente o mar sabe”, cujo título original é “The Mercy”, conta a história real de Donald Crowhurst, vivido por Colin Firth, um velejador amador e pai de três filhos que inventa equipamentos náuticos, e com isso tenta sustentar a sua família. Donald é casado com Claire, interpretada por Rachel Weisz, sua fiel companheira.

Em 1968, foi criada a Sunday Times Golden Globe Race, uma espécie de regata que premiaria o navegador que, sozinho, desse a volta ao mundo de sem fazer nenhuma parada. Donald desenha um barco para competir, corre atrás de patrocinadores e contrai dívidas enormes para construir um trimarã. Mas desde o início fica evidente que as coisas não darão certo. Problemas na construção da embarcação, atrasos, entre outros, acabam fazendo com que Donald inicie a circum-navegação às pressas, com o barco inacabado. Ele fica para trás e, em dado momento, começa a passar informações falsas no rádio, como se estivesse muito a frente de onde realmente estava.

E foi neste momento que o protagonista me perdeu. Quando ele decide trapacear e mentir onde estava na corrida, eu realmente deixei de torcer por ele. É possível sentir empatia pelos loucos, pelos sonhadores, mas não pelos mentirosos. Normalmente gosto dos filmes com o Colin Firth, como “O Discurso do Rei”, que merecidamente lhe rendeu um Oscar, e os filmes da franquia “Kingsman”, mas fica difícil gostar de uma história quando o protagonista não te arrebata, e foi isso que aconteceu em “Somente o mar sabe”.

O final do filme não é feliz, e a esposa de Donald culpa a imprensa pelo acontecido, pois desde que ele se inscreveu na competição, havia uma grande cobertura pelos veículos de comunicação locais, além da torcida da comunidade. E eu saí da sessão me perguntando: qual a responsabilidade da imprensa pela ideia insana de seu marido? Por que tanta dificuldade em assumir que a ideia dele era absurda desde o início, e era sabido que era praticamente impossível de dar certo? A velha mania de se culpar os outros por seus próprio erros. Essas foram as perguntas que o filme me deixou, além da situação desconfortável de não “comprar” a motivação de Donald, e não torcer por ele durante a sua jornada. Triste.

Nota: 6,0

Roberta Rodrigues

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