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RESENHA – TED BUNDY: A IRRESISTÍVEL FACE DO MAL

A história de Ted Bundy, um lendário Serial Killer dos anos oitenta, já foi contada algumas vezes, tanto em filmes como em documentário. Um dos mais recentes foi produzido pela Netflix, e mostra a visão do próprio Ted sobre os crimes, que são bem dissecados, o que torna essa série bastante difícil de se digerir. Nesta nova versão, em formato de filme, o enfoque é diferente, e os sentimentos gerados são bem perturbadores.

“Ted Bundy: A irresistível face do mal” traz o lado mais humano de Ted, tanto pela visão dele quanto pela visão de Liz, sua companheira por muitos anos. É uma visão mais “micro”, que mostra como Ted era no trato com a família, o carinho por Liz e Molly (filha de Liz que tinha menos de dois anos quando eles se conheceram). A obra também conta como Ted era inteligente, sedutor, uma dessas pessoas que seria admirável se não tivesse enveredado para o lado negro da força. Aliás, isso é referenciado pelo próprio juiz da Flórida ao proferir o veredito do julgamento, e foi brilhantemente reproduzido no filme em uma interpretação magnífica de John Malkovich.

Eu tinha um pouco de receio que Zac Efron não entregasse uma interpretação adequada, pois Ted é uma figura peculiar, conhecida e com muitas nuances. Mas o que vi foi um trabalho excelente da parte dele, com uma bela construção do personagem e uma atuação que cresce ao longo da jornada. Lily Collins, que dá vida a Liz, também consegue trazer bastante profundidade e dramaticidade a sua personagem, que acreditou em Ted por um bom tempo, e quase jogou sua vida fora por isso. Outra participação a ser referida é a de Haley Joel Osment (de “O sexto sentido”) como Jerry, praticamente irreconhecível, mas que faz um bom trabalho. A lamentar, somente, Jim Parsons no papel de promotor da Flórida, pois passou a impressão de que ele nunca conseguirá interpretar um personagem que não fique parecendo o Sheldon Cooper. Também vale referir a pequena participação de James Hetfield como oficial Bob Hayward. Como fã do Metallica, foi bem interessante ver o James nas telonas, ainda que rapidamente.

Quanto ao roteiro, não merece reparos, e vale ressaltar a sua perspicácia: no início do filme, vemos o lado humano, doce e gentil de Ted no trato com Liz e Molly. A referência aos interesses políticos envolvidos na condenação de Ted, bem como o circo midiático que foi montado para o julgamento atentam para o outro lado da moeda, o que, em dado momento, até faz a gente se questionar se uma pessoa assim poderia vir a cometer crimes tão crueis como os relatados, e se de fato ele era culpado. Mas esse é justamente o grande trunfo desse tipo de criminoso, eles lançam mão de todo o seu charme para atrair suas presas e depois abatê-las sem dó. Ted Bundy realmente é uma figura que chama atenção e desperta a curiosidade, e que bom que temos agora mais um ótimo filme a respeito dessa história tão impressionante e instigante.

Nota: 10,0

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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