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RESENHA – TURMA DA MÔNICA: LAÇOS

Inicio essa resenha dizendo que, como era previsto, o filme “Turma da Mônica: Laços” me trouxe e uma nostalgia enorme, pois aprendi a ler e a escrever aos quatro anos de idade, época em que meus pais compravam gibis e eu, muito curiosa, queria saber o que estava escrito. Penso que a maioria das pessoas aqui no Brasil também tenha tido os primeiros contatos com a leitura através dos quadrinhos da Turma da Mônica, nós crescemos e eles permaneceram do mesmo jeitinho, e vê-los ganhando vida nas telonas é simplesmente emocionante (escrevo esse primeiro parágrafo já com os olhos marejados).

A trama do filme é baseada na Graphic Novel homônima do Vitor e da Lu Cafaggi, e é bastante fiel à história original. O Floquinho, cachorro do Cebolinha, some, e a turminha resolve procurá-lo. Seguindo pistas de pessoas que disseram ver um sujeito colocar o Floquinho em um saco e levá-lo, os quatro amigos acabam indo parar no meio de uma floresta, encontrando os mais variados tipos de pessoas. Nessa aventura, todos eles precisam encarar os seus medos e suas fraquezas: Magali e a comida, Cascão e a água, Cebolinha e o Sansão, Mônica e sua postura sempre forte perante às ofensas.

Eu realmente não sei se tenho condições de analisar de forma imparcial o filme tecnicamente, pois a cada referência, a cada vez que a Mônica segurava o Sansão com força e girava no ar, eu enchia os olhos de lágrimas. Mas entendo que tanto os adultos quanto as crianças fizeram um ótimo trabalho. A caracterização também está excelente, com os visuais de todos muito fieis ao que estamos acostumados a ver nos gibis. A fotografia nos remete aos anos 60, ainda que não tenha ficado claro a época em que a história se passa. Quanto às atuações, merece um destaque especial a interpretação dada por Rodrigo Santoro ao Louco, personagem que não está presente na história original, mas que já quero ver um filme só dele!

Mas, acima de tudo, “Turma da Mônica: Laços” é um filme sobre amizade. Os laços se referem aos lacinhos vermelhos que eles vão deixando na floresta para demarcarem o caminho, mas também aos laços formados entre eles na infância durante essa jornada. É impossível não se ver inebriado pela memória afetiva ao ver todas aquelas referências ganhando vida nas telonas. E a hora que aparece o Maurício de Sousa? Não tem como não se emocionar. Espero que “Turma da Mônica: Laços” seja a primeira de uma série de adaptações das histórias da turma do bairro Limoeiro para o cinema, pois foi muito, muito bom reencontrar os meus amiguinhos de infância.

Nota: 10,0

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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