RESENHA – UM DIA PARA VIVER RESENHA – UM DIA PARA VIVER
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Com os grandes astros dos filmes de ação entrando em idade avançada (como Stallone e Schwarzenegger), temos visto frequentemente novas tentativas de emplacar atores e franquias neste gênero. Neste grupo, temos Bruce Willis e Liam Neeson (que são uma espécie de transição), Matt Damon (franquia Bourne), Tom Cruise (Missão Impossível e Jack Reacher) e mais recentemente Keanu Reeves (John Wick). Em “Um dia para viver”, vemos uma aposta em Ethan Hawke para ingressar nesta turma. E ele até que não decepciona.

“Um dia para viver”conta a história de Travis Conrad (personagem de Ethan Hawke, um assassino profissional que perdeu a esposa e o filho, e acaba sendo morto em atividade. Porém, a Montanha Vermelha, grupo para o qual ele trabalha, desenvolveu uma tecnologia que consegue ressuscitá-lo por 24 horas. Sua tarefa era matar Lin Bisset, agente da Interpol responsável pela proteção a uma testemunha importantíssima, mas ele acaba se envolvendo com ela e a história toma outro rumo. É uma trama nada original e um tanto previsível, mas até que é efetiva e prende a atenção do espectador.

As premissas são interessantes, ainda que sejam praticamente um modelo standard desses “filmes de tiro”. Gostei muito das coreografias de lutas nas cenas de ação, ainda que tenham havido alguns pecados de continuidade. Alguns detalhes me incomodaram um pouco (como o fato de uma testemunha que sabe que corre o risco de ser assassinada não usar colete a prova de balas), mas nada que atrapalhe a trama. Gostei muito da atuação de Ethan Hawke e de Liam Cunningham (o Sor Davos de Game of Thrones), que interpreta o chefe da organização para a qual Travis trabalha, e Paul Anderson está com a mesma canastrice de sempre, parecendo não sair nunca do papel de Arthur Shelby (de Peaky Blinders).

O final do filme fica em aberto, deixando clara a intenção do estúdio de se fazer uma continuidade. A obra tem alguns problemas, mas não chega a ser um desastre, longe disso. Funciona como filme de ação, mas a trama é esquecível, não traz grandes discussões, tampouco personagens complexos. Mas, dentro deste gênero, achei bem cumpridor, sendo uma boa tentativa de criação de uma nova franquia.

Nota: 7,0

Roberta Rodrigues

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