RESENHA – UM LUGAR SILENCIOSO RESENHA – UM LUGAR SILENCIOSO
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Se eu tivesse que definir “Um lugar silencioso” em uma palavra, seria: diferentão. Ele é aquele tipo de filme que te deixa imóvel na poltrona do cinema, e não demora muito para que a gente se compadeça com o drama da família que protagoniza a drama e prenda a respiração junto com eles a cada sensação de perigo. Ele cumpre o que promete e com certeza é uns dos melhores thrillers que vimos recentemente no cinema, gênero este que recebeu mais atenção recentemente, em especial pelo extraordinário desempenho de “Corra!” nas premiações.

O filme não se explica muito, o que pra mim é um grande mérito, mas com o decorrer da história vamos entendendo que ela se passa em 2020 (e descobrimos isso em uma cena muito triste), época em que o mundo inteiro está dominado por criaturas que atacam as pessoas quando ouvirem algum som. As condições de vida são precárias, e as pessoas estão apenas buscando a sobrevivência, pegando suprimentos em lugares abandonados e emitindo a menor quantidade de ruído possível. Não é a toa que todos andam a pé, ainda que vistam roupas de frio.

Todo o primeiro ato do filme vemos os personagens conversarem somente por mímica, e aqui podemos vislumbrar o ótimo trabalho dos atores, ao se utilizarem somente com gestos e expressões faciais para dialogar. Durante uma hora e meia acompanharemos o drama Abott, que já no início vivencia um acontecimento trágico. Essa família é composta por Evelyn, interpretada pela maravilhosa Emily Blunt (de “O Diabo Veste Prada”, “Sicário”e “A Garota no Trem”), Lee, vivido por John Krasinski, e os filhos Marcus (o fofíssimo Jack Will de “Extraordinário”e Nicky do esquisitão “Suburbicon”), e Regan, papel de Millicent Simmonds. Um dos dados interessantes da trama é que Regan, a filha mais velha do casal, é deficiente auditiva, e durante o transcorrer do filme acompanhamos seu pai tentando fazer um aparelho auditivo para ela, o que será muito importante mais adiante.

Como já escrevi outras vezes, não sou uma grande conhecedora do gênero de terror, mas “Um lugar silencioso” foi um filme que me surpreendeu positivamente. É um thriller aterrorizante, tenso, bem desenvolvido e muito bem amarrado. A paleta de cores utilizada, bem como a trilha sonora proporcionam uma dramaticidade ainda maior à história, e o resultado é bastante eficiente. O fato de os atores terem de interpretar sem poder falar na maior parte do tempo também funciona muito bem, e é um dos grandes trunfos do filme. Vale a pena conferir, mesmo quem, como eu, não tem o hábito de assistir a filmes desse estilo.

Nota: 9,5.

Roberta Rodrigues

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