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RESENHA – VELOZES & FURIOSOS: HOBBS & SHAW

Para começo de conversa, devo confessar que eu tinha muito preconceito com a franquia “Velozes & Furiosos”, e criticava sem nunca ter visto um filme sequer. Com a proximidade da chegada de “Hobbs & Shaw” aos cinemas, decidi reparar essa falha de caráter e assistir aos oito filmes anteriores “para poder falar mal com propriedade”. E não é que eu queimei a língua? Não gostei dos três primeiros, mas me diverti com os filmes de quatro a sete, e achei o oitavo um pouco enrolado. Isso só fez aumentar a curiosidade por “Hobbs & Shaw”, o primeiro spin off da franquia. E ele não decepciona.

Ao longo de oito filmes e dezoito anos, “Velozes & Furiosos” deixou de ser pura e simplesmente uma sequência que mostrava rachas nas ruas, mulherada e vida bandida, para se tornar uma franquia de espionagem, investigação e ação. Muita ação. E esse também é o tom de “Hobbs & Shaw”, protagonizado pelos carecas The Rock e Jason Statham, figurinhas carimbadas nesse tipo de filme.

Tudo começa com a convocação de ambos para investigar uma espécie de seita tecnológica que desenvolveu um vírus mortal para acabar com os seres humanos “fracos”, digamos assim, e deste modo fortalecer a raça humana. Essa organização, a Etheon, tem como principal agente Brixton, interpretado por Idris Elba. Porém, o tal vírus é roubado por Hattie, vivida por Vanessa Kirby, que o injeta no próprio corpo, e aí começa a corrida contra o tempo para retirá-lo de Hattie e assim evitar a morte dela e de boa parte da humanidade. Ou seja, Hobbs & Shaw terão de trabalhar juntos para salvar o mundo, mesmo que, aparentemente, eles se odeiem.

A dinâmica entre The Rock e Jason Statham funciona muito bem, tanto nas cenas de ação quanto nos momentos de alívio cômico. Vanessa Kirby também está impecável nas cenas de luta, e empresta bastante dramaticidade a sua personagem. Idris Elba como vilão mostra porque ele é um ator tão reverenciado. Ainda temos participações de Hellen Mirren e de um outro ator muito querido que não vou revelar o nome, e sequer consta no IMBb que ele está nesse casting, mas foi uma grata surpresa quando apareceu, e ele mandou muito bem como alívio cômico, o que já era esperado.

Quanto à fotografia e às cenas de ação, bem, tem que ir de coração aberto para aceitar as barbaridades que mostram, como o Hobbs segurando um helicóptero por uma corrente. Mas não é porque é impossível que deixa de ser divertido. Em alguns momentos, principalmente quando Hobbs e Shaw falam de suas famílias, a trama se torna bastante cafona, mas ainda assim é emocionante, muito em razão do carisma dos atores. A gente acaba se envolvendo com a história e torcendo muito por eles.

O único reparo que eu teria a fazer é quanto à duração: são duas horas e quinze de filme, e poderia ser um pouco menos. Ah! E tem cenas pós créditos, mostrando que possivelmente teremos uma sequência desse spin off, que, apesar de trazer vários absurdos (como é de praxe em Velozes & Furiosos), é um excelente entretenimento.

Nota: 9,0

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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