RESENHA – VENOM RESENHA – VENOM
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Confesso que demorei para escrever esta resenha porque passei bastante tempo pensando sobre o filme, tentando achar pontos positivos. Infelizmente, toda aquela expectativa de que ele não iria funcionar se confirmou. O que é uma pena. Desde que foi anunciado pela Sony, o filme solo do Venom foi alvo de críticas e desconfianças. Como fariam um filme do Venom sem o Homem-Aranha? Pois é, fizeram. E o dito cujo realmente tem problemas. Muitos.

“Venom” tem como protagonista Eddie Brock, um repórter investigativo renomado, que descobre que Carlton Drake, dono da Fundação Vida, está utilizando seres humanos como cobaias de seus experimentos para encontrar formas de curar o câncer. Essa mesma fundação tem feito pesquisas em outros planetas (?), e em um deles encontra os simbiontes, formas de vida que, combinadas com os seres humanos, podem prolongar a vida e/ou tem fator de cura, mas que precisam de outros organismos para sobreviver (são parasitas). Em dado momento, um desses simbiontes se apropria do corpo do Eddie Brock, mas, ao contrário do que acontecia com as outras pessoas, rola entre eles uma parceria, uma camaradagem.

Tecnicamente, o filme é bem complicado. A cena inicial parece saída de um filme de sci-fi dos anos 90, com uma nave no espaço que não convence ninguém. O roteiro é ruim, os diálogos são cafonas, os personagens são mal construídos. Por exemplo, eu gostaria de entender melhor as motivações de Carlton Drake, o vilão, vivido por Riz Ahmed, que acho muito cru para o papel. O par romântico de Eddie Brock é Anne, interpretada por Michelle Williams e olha, não me lembro de nada que ela tenha feito que eu tenha gostado, sempre com aquela cara de paisagem, e aqui com um agravante: um cabelo horroroso que parece peruca. A montagem do filme também peca, a forma como as cenas são cortadas e passam de uma câmera para a outra não fazem sentido. Isso fica muito claro na cena em que Eddie e Anne estão em um restaurante. E os efeitos especiais, bem, mesmo sendo um filme que custou aproximadamente 100 milhões de dólares, os efeitos são bem ruinzinhos e algumas cenas em que aparecem os simbiontes são sofríveis.

Dedicarei um parágrafo para falar de Tom Hardy, que interpreta Eddie Brock. Tom Hardy é meu ator favorito, tem em seu currículo obras de diversos gêneros, sempre entregando atuações excelentes, seja em uma comédia como “Guerra é Guerra”, seja interpretando pessoas perturbadas como em “Bronson”, “A Entrega”, “Stuart: Uma vida revista”. Tom Hardy brilhou em suas parcerias com Nolan, como “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, “A Origem” e “Dunkirk”, e concorreu ao Oscar de melhor ator coadjuvante por “O Regresso”, e foi o Mad Max em “Mad Max – Estrada da Fúria”. Isso além de outros filmes e séries, como “Taboo”, por exemplo. Em “Venom”, podemos ver todo o seu esforço para tentar dar vida tanto à Eddie quanto ao simbionte, mas só funciona quando ele contracena com ele mesmo. Infelizmente, quando Tom Hardy atua em diálogos com outros personagens, não convence. E ele funcionar sozinho não é novidade, pois em “Locke” ele não contracena com ninguém e o filme é deveras interessante.

A única parte do filme que me agrada é a relação de Eddie e Venom, o que chamamos de bromance. Os diálogos entre eles trazem conflitos e tentativas de se adequarem um ao outro. Em dados momentos, até chega a ser divertido, se você não é fã hardcore de quadrinhos e foi assistir ao filme despretensiosamente. Mas é uma obra muito, muito precária, com uma trama confusa, roteiro mal escrito, cenas mal dirigidas e atuações pífias. Difícil de defender.

Ah! Não saia do cinema antes da segunda cena pós créditos, pois ela vai aquecer seu coração.

Nota: 6,0

Roberta Rodrigues

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