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RESENHA – VOX LUX

“Eu gosto da música pop porque ela foi feita para as pessoas não pensarem”: essa é uma de tantas frases polêmicas ditas por Celeste, personagem de Natalie Portman, neste filme que é uma verdadeira crítica à indústria musical e à forma como artistas de sucesso são fabricados.

Tudo começa no ano de 1999, quando um atirador invade a escola onde Celeste estuda, matando a professora e alguns de seus colegas. Após levar um tiro de raspão, Celeste canta uma música que ela e a irmã compuseram na cerimônia de homenagem aos mortos, e assim é descoberta pelo personagem de Jude Law, um agente (e que em momento algum ficamos sabendo qual o seu nome). Eleanor, a irmã de Celeste, é um talento pronto, mas quem leva a fama é Celeste, já que teve seu nome catapultado em razão de ter sido vítima de algo um tanto comum nos anos 2000.

Durante a trama acompanhamos a ascensão e decadência da estrela pop: o envolvimento com drogas e bebida, confusões com a imprensa, e outras tretas protagonizadas por Celeste: esqueça a menina vítima de um atentado, com o tempo ela se mostra uma pessoa bastante difícil e até certo ponto mimada. Já nos anos de 2016 e 2017, vemos a Celeste mãe de adolescente, julgada pela mídia, mas ainda amada por seus fãs – multidões acompanham seus shows de “hinos de ficção científica”, como ela mesmo denomina. Com melodias genéricas e bailarinos coreografados, as cenas reproduzem muito do que estamos acostumados a ver no cenário da música pop. E o final, confesso, achei um tanto bizarro, mas aceitei.

Tecnicamente, é uma obra bastante peculiar: o visual de Natalie Portman lembra bastante “Cisne Negro” em alguns momentos, mas a atriz entrega uma excelente interpretação, como sempre. Jude Law, apesar de eu entender que não foi “envelhecido” corretamente ao passarem quase 18 anos durante a trama, também tem um trabalho bastante convincente. Quanto ao visual, aos cenários, e às reproduções dos shows, nada a reparar também. As músicas, bem naquele estilo pop-comercial-genérico-esquecível, são de composição de Sia, que ao contrário da protagonista do filme, é uma cantora que realmente tem algo a dizer.

Certamente, Vox Lux será um filme que dividirá opiniões: algumas pessoas o acharão incrível, outras dirão que é apenas mais uma tentativa frustrada de se fazer algo original. Eu considero a obra instigante, a mensagem que ela pretendia passar foi bem compreendida. Só não aceitei mesmo aquela explicação final, que quase estragou o filme pra mim. Mas, ainda assim, acho que é uma trama que merece a nossa atenção.

Nota: 8,0

Roberta Rodrigues AutorParticipant
Cabine de Imprensa , Nerd Fusão
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